Em mensagens reveladas pelo Metrópoles, Roberto Castello Branco afirmou que devolveu seu celular corporativo à estatal com material que, segundo ele, poderia incriminar o presidente da República.
28 de junho de 2022 às 09:56
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 27 de junho, pedindo a abertura de um inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por possíveis crimes na Petrobras. O parlamentar usa como fundamentação para o pedido a revelação feita pelo Metrópoles, no domingo (26), de que Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras na gestão Bolsonaro, afirmou que devolveu seu celular corporativo à estatal com material que, segundo ele, poderia incriminar o presidente da República.
“Com base nisso, Randolfe solicita a tomada de medidas urgentes para o esclarecimento dos fatos, além da busca e apreensão do celular citado na conversa para que o aparelho seja periciado e ocorra a publicidade dos conteúdos”, diz nota divulgada pela equipe do senador.Leia mais: >>> Senador Randolfe diz ter reunido 27 assinaturas para abrir CPI do MEC; senadora alega fraude e pede retirada de seu nome da lista
“Se o presidente da República interfere na gestão de patrimônio público, que é de todos os brasileiros e usado exclusivamente em seu prol, é direito de todos os brasileiros conhecer os fatos”, argumenta Randolfe Rodrigues.
No Supremo, o pedido deverá ter um relator sorteado entre os ministros. O sorteado deverá pedir a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A troca de mensagens noticiada pelo Metrópoles ocorreu durante uma discussão em um grupo de economistas no último fim de semana. Castello Branco, primeiro de quatro presidentes da Petrobras na gestão Bolsonaro, debatia com Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, sobre a elevação do preço dos combustíveis. Novaes então diz que o colega economista, indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – ataca a atual gestão do governo federal.
“Se eu quisesse atacar o Bolsonaro não foi e não é por falta de oportunidade (sic). Toda vez que ele produz uma crise, com perdas de bilhões de dólares para seus acionistas, sou insistentemente convidado pela mídia para dar minha opinião. Não aceito 90% deles [dos convites] e quando falo, procuro evitar ataques”, retruca o ex-presidente da estatal.
O líder da minoria no Senado Federal, Jean Paul Prates (PT-RN), já havia anunciado que vai acionar a Petrobras para solicitar informações sobre as declarações do ex-presidente da companhia.
“Vamos oficiar a Petrobras solicitando essas informações. Todo mundo sabe que o presidente achaca diariamente a empresa que deveria ajudar a nortear, mas é importante saber exatamente quais crimes ele cometeu, ou se realizou ameaças pessoais”, disse o senador.Da redação do Portal com informações do Metrópoles
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