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'Cenário econômico é preocupante; Haddad, tem ficado "vencido" em discussões' diz Hugo Motta

O deputado comentou que o governo precisa, "individualmente", reconhecer que a situação econômica é grave.

Kessya Goes

04 de fevereiro de 2025 às 16:29   - Atualizado às 16:47

O presidente da Câmara, Hugo Motta.

O presidente da Câmara, Hugo Motta. Foto: Reprodução

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que sua gestão à frente da Casa terá a estabilidade fiscal como prioridade, mas avaliou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dificuldades em fazer o debate sobre corte de gastos. Em sua visão, o cenário econômico nacional é preocupante e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem ficado "vencido" em discussões internas da gestão.

"Podem ter certeza que, à frente da Câmara, vamos seguir com ainda mais força nessa agenda, porque não há como ter um país mais justo com um caos econômico", disse, em entrevista à Globo News nesta terça-feira, 4.

Segundo ele, a Casa não irá abrir mão do debate sobre estabilidade fiscal e de ter esse compromisso com a economia do país. "Podem ter certeza que, à frente da Câmara, vamos seguir com força na agenda fiscal."

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Apesar do compromisso firmado, o deputado apontou dificuldades do governo no debate. Em sua avaliação, a gestão tem "dificuldade de entendimento" e de concretizar tal agenda fiscal "Parece que Haddad tem ficado vencido nas discussões internas e na tomada de decisão final", citou.

Motta disse que tem boa relação tanto com os ministros da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa, mas que tem mais proximidade com Haddad. Em sua visão, o ministro tem se esforçado para fazer um bom trabalho na Fazenda. O novo presidente, Hugo Motta da Casa disse ter conversado com o ministro algumas vezes e reafirmou a disposição de seguir colaborando com a pasta e com a agenda econômica do governo.

O deputado comentou que o governo precisa, "individualmente", reconhecer que a situação econômica é grave. Para isso, por exemplo, comentou que o aumento da arrecadação não resolverá o problema sem reduzir despesas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta trouxe o exemplo sobre a medida da Receita Federal que ampliava o monitoramento sobre transações financeiras, incluindo o Pix. Em sua avaliação, a repercussão do caso "foi um tiro no pé". Para ele, a população está "esgotada" com o debate sobre aumento de carga tributária pelo governo.

Diante dos desafios que o parlamentar pontuou na economia, Motta avalia que, se Haddad tiver apoio político do Congresso, vai facilitar o trabalho de aprovar a agenda fiscal. "Ele terá nosso total apoio nessa agenda", comentou. Conforme pontuou, o Congresso não se furtou a votar matérias de aumento de arrecadação.

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