O instituto entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 3 a 5 de março. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.
Lula e Bolsonaro no primeiro debate no 2º turno, realizado pela TV Bandeirantes Foto: Renato Pizzutto/Band)
A menos de sete meses das eleições presidenciais de 2026, a maioria dos eleitores brasileiros diz não se arrepender do voto no último pleito, em 2022.
A nova pesquisa do Datafolha divulgada no último sábado, 7 de março, mostra que nove em cada dez brasileiros dizem não se arrepender de terem votado no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) naquele ano.
Nestas eleições, Lula venceu Bolsonaro em uma disputa acirrada, com 50,9% dos votos no segundo turno, contra 49,1% do adversário
Os entrevistados foram questionados pela pesquisa se há arrependimento ou não no voto para presidente em 2022. Do total, 90% dizem que não se arrependem da escolha na urna. Outros 10% afirmam o contrário.
O levantamento também questionou especificamente quem votou em cada candidato, e os resultados foram semelhantes entre Lula e Bolsonaro.
Separando a pesquisa pelos que votaram em cada candidato, 89% dos eleitores de Lula dizem não se arrepender do voto, enquanto 11% afirmam que se arrependeram e 1% não soube responder.
Já entre os eleitores de Bolsonaro, 91% responderam que não se arrependem da escolha, ao passo que 8% afirmaram ter se arrependido. Outros 1% não souberam responder.
O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 a 5 de março. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026.
No pleito deste ano, Lula pretende disputar a reeleição, e irá concorrer a um quarto mandato. Seu maior adversário nas urnas deve ser o filho do ex-presidente Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já se lançou como pré-candidato à presidência.
Por decisão do TSE, Bolsonaro está inelegível por oito anos após a Justiça Eleitoral entender que ele cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao realizar, em julho de 2022, uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada para questionar o sistema eleitoral brasileiro.
Estadão Conteúdo
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