Polícia Baiana Carlos Alberto Maraux/Ascom SSPBA
O Brasil continua figurando com destaque em um dos rankings mais preocupantes da segurança pública global. Segundo levantamento divulgado em fevereiro de 2025 pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal — organização mexicana especializada no monitoramento de violência urbana — oito cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas do mundo. A classificação leva em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, considerando apenas cidades com mais de 300 mil habitantes.
A liderança brasileira no ranking é ocupada por Feira de Santana (BA), que registrou 55,63 homicídios por 100 mil habitantes e ficou na 22ª posição global. Em seguida, aparece Recife (PE), com uma taxa de 41,88 homicídios por 100 mil, ocupando o 31º lugar.
O ranking segue com Fortaleza (CE) em 34º lugar, Salvador (BA) na 35ª posição, Maceió (AL) na 41ª, Porto Velho (RO) em 44º, Manaus (AM) em 47º e Caruaru (PE) na 50ª colocação. Todos esses municípios enfrentam desafios similares, como crescimento urbano desordenado, avanço do tráfico de drogas, e insuficiência de políticas públicas eficazes para a segurança.
A presença de tantas cidades brasileiras na lista levanta um alerta sobre os rumos da violência urbana no país. Especialistas apontam que a alta taxa de homicídios está ligada, entre outros fatores, à precarização dos serviços públicos, desigualdade social e à ausência de investimento contínuo em prevenção e policiamento comunitário.
Segundo o estudo, a violência urbana no Brasil permanece como um fenômeno estrutural, não se restringindo a regiões específicas. As capitais e cidades de médio porte também dividem espaço no ranking com metrópoles da América Central e México, países que enfrentam realidades parecidas em termos de crime organizado.
Enquanto o país contabiliza perdas humanas e sociais, a expectativa da comunidade internacional é que o Brasil avance em reformas na área da segurança pública e justiça criminal. Sem ações articuladas entre governo federal, estados e municípios, a tendência é que essas cidades continuem figurando entre as mais violentas do mundo nos próximos anos.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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