Lula na Assembleia Geral da ONU Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil voltou a adotar uma postura de neutralidade, vista por muitos como omissão, ao se abster na votação de uma resolução da ONU que exige o retorno imediato de crianças ucranianas levadas à força pela Rússia desde o início da guerra, em 2022. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (3/12) e rapidamente repercutiu no cenário internacional, especialmente entre aliados da Ucrânia.
A resolução, considerada urgente por organismos humanitários, foi aprovada por 91 países, incluindo os Estados Unidos, que tentam mediar negociações para a redução das hostilidades. Outros países optaram pelo apoio explícito ao documento, reforçando a gravidade das denúncias relacionadas ao tratamento de crianças em território ucraniano ocupado.
Embora não exista número exato de crianças ucranianas deportadas pela Rússia, a ONU documenta violações graves, como transferências forçadas, deportações, separação familiar, sequestros e tentativas de reeducação cultural — todos considerados crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Essas mesmas práticas fundamentaram os mandados de prisão do TPI contra Vladimir Putin e contra Maria Lvova-Belova, comissária russa para direitos da criança. Os investigadores afirmam que menores foram removidos ilegalmente de regiões ocupadas e levados para adoção, doutrinação ou mudanças compulsórias de cidadania.
Apesar da ampla aprovação, o Brasil optou pela abstenção, alinhando-se a países que preferem não apontar responsabilidades diretas enquanto tentam manter relações diplomáticas com ambos os lados do conflito.
Nas redes sociais, o embaixador ucraniano Andriy Melnyk agradeceu aos países que votaram a favor e fez uma crítica velada aos que ficaram neutros:
“Minha gratidão aos 92 Estados que se posicionaram do lado certo da história. E não me esquecerei daqueles que optaram pela abstenção. Jamais.”
A mensagem foi interpretada como um recado direto ao Brasil e a outras nações que evitaram apoiar a condenação explícita à Rússia.
A decisão reacende o debate sobre o posicionamento brasileiro na guerra da Ucrânia. Para críticos, a abstenção reforça uma política externa que busca equilíbrio, mas acaba soando como silêncio diante de um crime humanitário. Para defensores, a estratégia tenta preservar o papel do Brasil como interlocutor.
Enquanto isso, a situação das crianças deportadas continua sem solução imediata e a cobrança por respostas cresce no âmbito internacional.
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Fernando Cerqueira destacou a segurança das urnas eletrônicas e recomendou conferir o local de votação, levar documento oficial e usar a cola eleitoral.
No primeiro turno, o eleitor votará para deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República.
O crime ocorreu na quarta-feira, 30 de setembro, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo.
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