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Brasil está entre os países mais perigosos do mundo em 2025, aponta relatório internacional

Ranking da ONG ACLED coloca Brasil, México, Equador e Haiti entre as nações com maior nível de violência neste ano.

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14 de dezembro de 2025 às 11:00

Moradores enfileirando corpos no Rio.

Moradores enfileirando corpos no Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Brasil, México, Equador e Haiti compartilham em 2025 um dado alarmante: os quatro países figuram entre os dez mais perigosos do mundo, segundo o índice global de conflitos divulgado pela organização não governamental ACLED (Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos).

O levantamento, publicado nesta quinta-feira (11), avalia o nível de violência em diversos países com base em quatro indicadores principais: mortalidade, risco para civis, dispersão geográfica dos conflitos e quantidade de grupos armados em atuação.

México aparece entre zonas de guerra

O México ocupa a quarta posição no ranking, mantendo o mesmo lugar registrado em 2024. O país aparece atrás apenas de Palestina, Mianmar e Síria, nações que enfrentam conflitos armados de grande escala e guerras recentes.

A presença mexicana no topo da lista reflete o avanço da violência ligada ao crime organizado, com disputas territoriais entre facções e altos índices de homicídios, que afetam diretamente a população civil.

Brasil preocupa pela atuação de facções criminosas

O Brasil aparece na sétima colocação, posição que acende um alerta para autoridades e sociedade. Segundo o relatório, o destaque negativo do país está ligado à atuação de quadrilhas e facções criminosas, que disputam o controle de territórios, especialmente em grandes centros urbanos.

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A violência armada, os confrontos entre grupos criminosos rivais e o impacto direto sobre civis colocam o país em um patamar de risco comparável ao de nações marcadas por conflitos internos prolongados.

Haiti vive colapso de segurança e instabilidade política

O Haiti ocupa a oitava posição no ranking e enfrenta uma situação ainda mais crítica. O país sofre com a instabilidade política contínua, o enfraquecimento das instituições estatais e o domínio de gangues armadas, que controlam bairros inteiros e dificultam o funcionamento básico do Estado.

De acordo com a ACLED, a ausência de controle governamental efetivo amplia o risco para civis e contribui para o agravamento da crise humanitária no país.

Violência armada avança fora de cenários de guerra formal

O relatório chama atenção para o fato de que países sem guerras declaradas, como Brasil e México, apresentam níveis de violência comparáveis aos de zonas de conflito armado. Para especialistas, o dado reforça a necessidade de políticas públicas eficazes de segurança, combate ao crime organizado e fortalecimento institucional.

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