26 de fevereiro de 2024 às 16:36
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor na Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 27, no inquérito sobre suposto crime de "importunação intencional" de uma baleia-jubarte em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
Bolsonaro será ouvido na superintendência da PF na capital do Estado dois dias depois de ato realizado na Avenida Paulista.
O advogado e assessor de comunicação de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também será ouvido pela PF.
O depoimento estava marcado para ocorrer no dia 7 deste mês, porém, foi adiado. O caso sob investigação da Polícia Federal ocorreu em junho de 2023 em São Sebastião.
O inquérito foi aberto com base em vídeo que mostra um homem pilotando um jet ski e se aproximando da baleia com o motor ligado, chegando a até cerca de 15 metros do animal.
A PF investiga o possível cometimento de crimes previstos em lei que proíbe a pesca ou "molestamento intencional" de baleias.
Em novembro, o Ministério Público Federal também passou a acompanhar o inquérito. A suspeita da Procuradoria é de que Bolsonaro seria o condutor do veículo aquático que se aproximou do mamífero.
O ingresso do órgão na investigação se deu a pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que também investiga o caso, e é desdobramento de uma apuração preliminar do MPF sobre o episódio
O ex-presidente passou o feriado de Corpus Christi de 2023 na região, onde se encontrou com o vereador Wagner Teixeira, que foi multado pelo Ibama por "desrespeito às regras de observação de baleias".
Nas redes sociais, Wajngarten chegou a relacionar a investigação com "perseguição política, jurídica e midiática".
Sustentou que, "por inúmeras vezes teve a sorte de avistar animais marinhos no litoral norte de SP e nunca gerou nem notícia, nem intimação processual".
Estadão Conteúdo
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O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01833/2026.
Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
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