21 de fevereiro de 2024 às 12:41
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em entrevista concedida a Elielson Lima, da rádio CBN, na manhã desta quarta-feira, 21 de fevereiro, afirmou que está sendo investigado por "um crime impossível de acontecer", a respeito de seu envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro comentou, às vésperas de prestar depoimento na Polícia Federal (PF), que a minuta encontrada na sede do Partido Liberal (PL), falando sobre Estado de Sítio, não possuiu nenhum tipo de encaminhamento.
“Sofri três buscas e apreensões, uma foi aqui na sede do PL, onde encontraram aquela minuta. Foi um escândalo naquele dia. Aquela minuta foi fornecida de processos que vinham de lá do Supremo Tribunal Federal. Então, não tinha nada a ver comigo", afirma o ex-presidente.
O ex-mandatário ainda disse que não teve acesso ao processo e adiantou que, caso consiga conhecimento, até a quinta-feira (22), poderá falar falar com a PF.
“Os processos são todos sigilosos, reservados. Meus advogados, se tiverem acesso até amanhã, obviamente que eu vou falar. Agora se não tivermos acesso…são processos bastante longos, com mais de mil páginas. Aí está o respeito do Estado Democrático de Direito porque ninguém pode ser julgado sem saber do que está sendo julgado. Os advogados é que decidem”, disse.
Afirmando estar sendo perseguido pelo governo Lula, Bolsonaro salientou que durante sua gestão, jogou nas "quatro linhas" da constituição.
“Aponte uma medida minha contra qualquer decisão do parlamento ou da Justiça brasileira”, desafiou ele.
Durante a entrevista, Jair comentou a respeito da denúncia de importunação da baleia jubarte, implicando ser um tipo de perseguição da gestão atual.
“Não é da (competência da) Polícia Federal, não é do Supremo. Importunação de baleia é do Ministério do Meio Ambiente, da querida ministra Marina Silva. O ministério dela representou junto ao MP e o MP foi contra, que não tinha indícios mínimos de me investigar sobre importunação de baleia. Esse ministério é do Lula. Bem, o ministério da Marina recorreu a outra pessoa e a Polícia Federal vai me ouvir terça-feira. Não é a Polícia Federal me perseguindo, mas é o Governo Lula. Alguém tem dúvida disso? Ainda bota lá o tempo todo: dois a cinco anos de detenção por importunação de baleia. É perseguição, não há dúvida”, revelou.
Ainda sobre estar sendo perseguido, ele questiona sobre a causa da inegibilidade de 8 anos.
“Estou inelegível por que? Qual foi o crime? Me reunir com embaixadores? O próprio Lula disse: ‘Bolsonaro não volta mais para a Presidência. Dependerá das nossas narrativas. Se elas forem bem feitas, ele não será presidente da República’. Quer coisa mais clara do que isso? É uma perseguição contra a minha pessoa”, disparou.
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