Em pronunciamento nas redes sociais, o ex-presidente comparou o processo jurídico ao qual está implicado com "cartilha conhecida" aplicada na Venezuela, em Cuba e na Bolívia.
Jair Bolsonaro em coletiva de imprensa Foto: Reprodução/Internet
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou em seu perfil no X (antigo Twitter) na tarde desta quarta-feira, 19 de fevereiro, sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No texto, Bolsonaro compara o processo jurídico ao qual está implicado com "cartilha conhecida" aplicada na Venezuela, em Cuba e na Bolívia
Em sua própria defesa, o ex-presidente diz que, em "regimes autoritários", é preciso "fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias".
"Fabricam acusações vagas, se dizem preocupados com a democracia ou com a soberania, e perseguem opositores, silenciam vozes dissidentes e concentram poder", diz na publicação.
Os crimes imputados a Bolsonaro e aos demais suspeitos são os de organização criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado com uso de violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas, com agravantes, podem ultrapassar 43 anos de prisão.
Esta foi a primeira publicação do presidente após ser denunciado Até então, ele havia se limitado a repostar publicações de aliados, nas quais o defendem ou fazem piadas na tentativa de descredibilizar o processo.
Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro rebateu a denúncia da PGR chamando-a de "inepta", "precária" e "incoerente".
Os advogados do ex-presidente também alegam que a denúncia é baseada em um acordo de colaboração "fantasioso" do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.
O posicionamento de Bolsonaro também afirma que, "a despeito dos quase dois anos de investigações, (...) nenhum elemento que conectasse minimamente o (ex-) presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado".
Estadão Conteúdo
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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