Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Jair Bolsonaro indicou que o senador Flávio Bolsonaro deve liderar a disputa presidencial de 2026 pelo PL. O ex-presidente, que cumpre prisão na sede da Polícia Federal em Brasília, comunicou a interlocutores próximos que escolheu o primogênito como seu nome para a corrida ao Palácio do Planalto.
Esta é a primeira vez que Bolsonaro manifesta, de forma direta, a intenção de lançar o filho como seu sucessor político.
A sinalização ocorre em um momento em que o ex-mandatário busca reorganizar sua base e manter influência no campo conservador. Segundo aliados, Bolsonaro avalia que Flávio pode ganhar força eleitoral à medida que assume uma postura mais ativa, com viagens pelo país e presença em temas que movimentam o debate nacional. A estratégia prevê que o senador amplie a agenda pública e se coloque como opção real para enfrentar o presidente Lula em 2026.
Bolsonaro também considera que Flávio consegue unificar o PL em torno de um nome competitivo e dialogar com setores que valorizam estabilidade política. Na leitura de aliados, o senador apresenta um perfil mais moderado do que os irmãos, o que facilitaria aproximações com lideranças do Legislativo, empresários e governadores.
A avaliação do ex-presidente cita ainda o apoio de figuras como Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, dois governadores considerados peças importantes no tabuleiro eleitoral.
O movimento altera o cenário interno da família Bolsonaro. Até então, diferentes alas do grupo incentivavam a possibilidade de Michelle Bolsonaro disputar a Presidência. A nova articulação indica que a ex-primeira-dama deve focar outro projeto político.
A expectativa é que ela concorra ao Senado pelo Distrito Federal, ampliando a presença da família no Congresso e mantendo protagonismo entre apoiadores.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a pré-candidatura de Flávio pode atrair siglas de centro. A hipótese mais discutida envolve a indicação de um vice por um partido desse campo, o que ampliaria o arco de alianças e reduziria resistências entre setores políticos e econômicos.
3
05:07, 13 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
mais notícias
+