O ex-presidente também afirmou que conversou com Arthur Lira sobre a criação de uma comissão para a anistia aos processados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Ex-presidente Jair Bolsonaro visita senadores aliados Foto: Pedro França/Agência Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou nesta terça-feira, 29 de outubro, apoio à candidatura de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado a partir do ano que vem ao dizer que, em 2023, ao apostar em uma candidatura própria, o PL saiu derrotado e agora vive como "um zumbi" no Senado.
"Nós sabemos da força do Alcolumbre e que ele deve ser o presidente no futuro. Em 2023, jogamos com (Rogério) Marinho, perdemos e não temos espaço na Mesa nem em comissões. Estamos quase como zumbis aqui dentro, com todo respeito ao trabalho que a bancada do PL e outros fazem. Nós temos de participar da Mesa", disse o ex-presidente. "Hoje em dia o quadro é Alcolumbre, qual a alternativa?", disse.
Bolsonaro também afirmou que o apoio do PL ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara "está sendo discutido".
"Ontem conversei com Lira, não é mistério para ninguém", disse.
Bolsonaro acrescentou que na conversa foi abordada a criação de uma comissão para a anistia aos processados pelo 8 de janeiro de 2023, tema sobre o qual também tratou com a deputada federal Carol de Toni, presidente da CCJ da Câmara, onde a proposta estava tramitando.
O presidente insistiu, porém, que "quem vai apoiar é a bancada na Câmara", que deve se reunir nesta quarta-feira, 30.
"Eu, pessoalmente, tenho um peso, mas não quero impor nenhum dos três nomes para a bancada", completou.
Estadão Conteúdo
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