Jair Bolsonaro. Reprodução/Internet
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar duramente o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o ministro Alexandre de Moraes, após ser proibido de participar da posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.
A decisão, que incluiu a apreensão do passaporte de Bolsonaro, foi tomada por Moraes como parte das investigações em curso contra o líder da direita brasileira.
Em entrevista à rádio Auriverde Brasil na segunda-feira (20), Bolsonaro expressou sua indignação com o que considera um abuso de poder por parte do magistrado.
O ex-presidente argumentou que, embora não seja réu, foi tratado como se tivesse a intenção de fugir do país.
"Eu fui convidado, apesar das fake news de alguns, a imprensa do mundo todo divulgou isso aí, como a imprensa do mundo todo está divulgando que eu não pude ir para lá por causa da decisão de um juiz, um juiz que é o dono de tudo aqui no Brasil, é dono da sua liberdade. Ele abre inquérito, ele te ouve, ouve o delator, ele é o promotor, ele é o julgador, ele encaminha o juiz pra fazer parte da audiência, tudo ele. Tira o seu passaporte… eu não sou réu, pô. 'Ah, ele pode fugir', eu posso fugir agora, qualquer um pode fugir ", disse Bolsonaro.
"Eu estou chateado. Estou abalado ainda. Eu enfrento uma enorme perseguição política por parte de uma pessoa. Essa pessoa decide a vida de milhões de pessoas no Brasil. Ele é o dono do processo. Ele é o dono de tudo", reclamou Bolsonaro.
Apesar das dificuldades, o ex-presidente se mostrou confiante de que o retorno de Donald Trump à Casa Branca poderá impactar positivamente o cenário político brasileiro.
Segundo Bolsonaro, Trump não admitirá que governos promovam perseguições a opositores, prática que, na visão do ex-mandatário, teria sido aplicada contra ele no Brasil.
"Com toda certeza, se ele me convidou, ele tem a certeza que pode colaborar com a democracia do Brasil afastando inelegibilidades políticas, como essas duas minhas que eu tive. [Trump] não vai admitir certas pessoas pelo mundo perseguindo opositores, o que chama de lawfare, que ele sofreu lá. Grande semelhança entre ele e eu", finalizou.
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Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
O presidente destacou que o aluno que quiser se preparar militarmente deve estudar a mesma coisa que todos os brasileiros estudam.
A declaração foi feita após o o relatório final da comissão pedir o indiciamento de ministros do STF e do PGR Paulo Gonet.
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