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Bolsonaro decide não ir a julgamento nesta terça (2), diz defesa

Segundo os advogados, o ex-presidente manifestou o desejo de estar presente, mas as condições de saúde pesaram para que ele, atualmente em prisão domiciliar, optasse por acompanhar as sessões de casa.

Ricardo Lélis

01 de setembro de 2025 às 20:55   - Atualizado às 20:55

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Antonio Augusto/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comparecerá ao julgamento sobre o suposto plano de golpe, que terá início nesta terça-feira, 2 de setembro, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a sua defesa. A decisão foi confirmada à CNN pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.

Segundo a defesa, Bolsonaro manifestou o desejo de estar presente, mas as condições de saúde pesaram para que ele, atualmente em prisão domiciliar, optasse por acompanhar as sessões de casa.

O julgamento pode resultar em pena superior a 40 anos de prisão, caso seja condenado pela acusação de tramar um golpe de Estado.

A ausência dividiu o entorno do ex-presidente. Advogados, médicos e familiares recomendaram que ele permanecesse em casa, assistindo pela televisão, enquanto aliados políticos defendiam sua presença no plenário como gesto simbólico.

De acordo com aliados, Bolsonaro está sereno às vésperas do julgamento, apesar de apresentar uma forte crise de soluço.

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Nesta segunda-feira (1º), o ex-presidente recebeu a visita da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar realizou uma oração por ele.

Julgamento pode ser adiado

O julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser adiado por até 90 dias caso algum ministro da Primeira Turma peça vista do processo, medida regimental que suspende temporariamente a análise da ação.

Além disso, há expectativa nos bastidores de que o ministro Luiz Fux possa apresentar divergência parcial em seu voto, o que poderia abrir caminho para a apresentação de embargos infringentes. Esse tipo de recurso tem potencial para levar o caso ao Plenário, adiar os efeitos de uma eventual condenação e reabrir a discussão sobre o mérito.

Mesmo reconhecendo a chance elevada de condenação, defesas ouvidas pela imprensa acreditam que Fux pode divergir na dosimetria da pena ou na tipificação de alguns crimes, como já ocorreu em outros julgamentos relacionados ao 8 de janeiro.

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