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Ex-presidente do partido que elegeu Bolsonaro, Bivar será suplente de Humberto Costa e apoiará Lula

O deputado pernambucano destacou que se afastou de Bolsonaro porque, na sua opinião, ele tinha "planos golpistas".

Everthon Santos

20 de julho de 2026 às 14:25   - Atualizado às 14:26

Luciano Bivar, Humberto Costa e Lula.

Luciano Bivar, Humberto Costa e Lula. Foto: Divulgação

A indicação do deputado federal Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência da chapa do senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição em 2026, marcou um novo capítulo na articulação política em Pernambuco. Após ter o nome aprovado pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, Bivar confirmou que estará ao lado da aliança formada por PT, PSB e demais partidos do campo governista durante a campanha eleitoral do próximo ano.

A indicação será encaminhada para avaliação da convenção da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, nesta segunda-feira (20). Caso seja confirmada, Bivar ocupará a vaga de primeiro suplente na chapa encabeçada por Humberto Costa.

Em entrevista ao Diário de Pernambuco, o parlamentar destacou que participará do palanque do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar o Governo de Pernambuco, e também apoiará a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bivar e Bolsonaro

A aproximação entre Bivar e o grupo político liderado por PT e PSB chama atenção porque o deputado teve papel decisivo na eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. Na época, ele presidia nacionalmente o então Partido Social Liberal (PSL) e conduziu as negociações que resultaram na filiação de Bolsonaro à legenda.

A decisão permitiu que Bolsonaro disputasse a Presidência da República pelo PSL. A candidatura fortaleceu o partido nacionalmente, garantiu a eleição presidencial e ampliou a bancada da legenda na Câmara dos Deputados.

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Apesar da parceria construída naquele período, o relacionamento político entre os dois terminou no ano seguinte. Em novembro de 2019, Bolsonaro deixou oficialmente o PSL após divergências internas e iniciou a tentativa de criar a Aliança pelo Brasil, projeto que não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para sair do papel. Posteriormente, o ex-presidente ingressou no Partido Liberal (PL), onde permanece até hoje.

Na entrevista ao Diário de Pernambuco, Luciano Bivar afirmou que passou a mudar sua percepção sobre Bolsonaro ainda durante o segundo ano do mandato presidencial. Segundo ele, algumas atitudes e declarações do então presidente despertaram preocupação. O deputado disse que ficou convencido de que Bolsonaro tinha "planos golpistas. Bivar afirmou ainda que registrou esse posicionamento no livro "Democracia acima de Tudo", lançado em 2024 pela Editora Scortecci.

Depois da saída do ex-presidente do PSL, os dois seguiram caminhos diferentes. O PSL acabou se unindo ao DEM, formando o União Brasil. Luciano Bivar presidiu a nova legenda durante os primeiros anos de existência. Posteriormente, o deputado deixou o União Brasil e se filiou ao MDB. Enquanto isso, Bolsonaro consolidou sua atuação política no PL, partido pelo qual segue como uma das principais lideranças nacionais.

Aliança com o PT

Ao comentar a composição da chapa, Luciano Bivar afirmou que considera a permanência de Humberto Costa no Senado como a melhor alternativa dentro do cenário político atual. Segundo ele, o momento exige escolhas que, em sua avaliação, ultrapassam disputas partidárias e envolvem temas relacionados ao futuro da democracia brasileira.

Ao Diário de Pernambuco, o deputado declarou que as eleições de 2026 representarão uma disputa entre diferentes projetos políticos para o país. Na avaliação dele, o processo eleitoral colocará em debate temas como democracia, autoritarismo, soberania nacional e o funcionamento das instituições públicas.e 2026.

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