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Ex-presidente do partido que elegeu Bolsonaro pode virar suplente de Marília ou Humberto ao Senado

Luciano Bivar, que comandou o PSL na eleição de Jair Bolsonaro em 2018, é cotado para compor chapa ao Senado pela base aliada de Lula em Pernambuco.

Portal de Prefeitura

04 de julho de 2026 às 12:38   - Atualizado às 12:58

Marília Arraes, Bivar e Humberto Costa.

Marília Arraes, Bivar e Humberto Costa. Foto: Câmara Federal.

O cenário político de Pernambuco para as eleições de 2026 pode reunir personagens que, até poucos anos atrás, ocupavam campos opostos da política nacional. O deputado federal Luciano Bivar (MDB), ex-presidente nacional do antigo PSL, partido pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais de 2018, passou a ser apontado nos bastidores como possível candidato à suplência de uma das vagas ao Senado na chapa do ex-prefeito do Recife João Campos e Candidato ao governo de Pernambuco.

As articulações envolvem duas possibilidades: a composição como suplente do senador Humberto Costa (PT), que deve disputar a reeleição, ou de Marília Arraes (PTB), caso ela venha a integrar a chapa majoritária apoiada pelo seu primo e candidato João Campos em Pernambuco. Até o momento, nenhuma definição oficial foi anunciada, e as negociações permanecem nos bastidores.

De presidente do PSL à base do governo Lula

Luciano Bivar teve papel central na eleição presidencial de 2018. Como presidente nacional do PSL, foi responsável por abrir espaço para a filiação de Jair Bolsonaro, que deixou o então PP para disputar a Presidência da República pela legenda.

A estratégia transformou o PSL em uma das maiores forças políticas do país naquele pleito, elegendo Bolsonaro presidente e ampliando significativamente a bancada do partido no Congresso Nacional.

No entanto, a relação entre Bolsonaro e Bivar deteriorou-se ainda durante o primeiro ano de governo, culminando no rompimento político entre ambos. Posteriormente, Bolsonaro deixou o PSL, enquanto Bivar permaneceu na legenda até sua fusão com o DEM, que originou o União Brasil.

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Em 2026, o deputado migrou para o MDB, partido que integra a base do governo federal e participa das articulações para a sucessão estadual em Pernambuco.

Bastidores apontam suplência ao Senado

A chegada de Bivar ao MDB foi interpretada por lideranças políticas como um movimento voltado às eleições deste ano.

Nos bastidores, seu nome é citado para ocupar uma vaga de suplente ao Senado, principalmente na eventual candidatura de Humberto Costa. Também há especulações sobre uma composição em uma chapa que tenha Marília Arraes como candidata ao Senado, caso esse desenho seja consolidado durante as negociações.

As definições dependem da formação da chapa majoritária e dos acordos entre partidos como PT, PSB, MDB e outras legendas em Pernambuco.

Mudança de posição chama atenção

A possível participação de Luciano Bivar em uma chapa apoiada pelo presidente Lula chama atenção pelo simbolismo político.

Em 2018, Bivar era o principal dirigente do partido que lançou Jair Bolsonaro à Presidência da República. O ex-deputado teve papel decisivo na viabilização da candidatura, fornecendo a estrutura partidária necessária para a disputa eleitoral.

O rompimento entre os dois ocorreu posteriormente, em meio a divergências sobre o comando do PSL e a condução política da legenda. Desde então, Bivar passou a trilhar um caminho independente do bolsonarismo, aproximando-se de forças políticas de centro.

Cenário segue em construção

Embora o nome de Luciano Bivar seja mencionado nas articulações, a composição das chapas para o Senado ainda depende das negociações entre os partidos que integram o grupo político liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco.

As convenções partidárias e os acordos definitivos deverão definir quem disputará as vagas ao Senado e quem ocupará as suplências.

Caso a articulação seja confirmada, Bivar passará a integrar uma chapa vinculada ao campo político do presidente Lula, marcando uma das mudanças de posicionamento mais simbólicas do cenário eleitoral pernambucano, ao reunir um ex-dirigente do partido que elegeu Bolsonaro em 2018 com candidatos apoiados pelo atual governo federal.

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