Daniel Vorcaro. (Foto: Divulgação)
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso pela Polícia Federal na última segunda-feira, 17 de novembro, é conhecido por financiar eventos nacionais e internacionais que contaram com a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Banco Master patrocinou ao menos quatro eventos no exterior: em Nova York, Paris, Londres e Roma, e um no Brasil, no Rio de Janeiro.
Os fóruns, promovidos por grupos como Lide, Esfera Brasil e Voto, reuniram ministros como Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
O ministro Ricardo Lewandowski, hoje titular da Justiça no governo Lula, também esteve presente em parte dessas agendas, quando ainda integrava o STF. Ele deixou a Corte em abril de 2023.
Em Nova York, em 2022, embora o Banco Master não constasse na lista oficial de patrocinadores da Lide Brazil Conference, Vorcaro custeou integralmente um jantar de gala no restaurante Fasano, na 5ª Avenida. Entre os convidados estavam Barroso, Gilmar Mendes, Moraes e Lewandowski.
Em Paris, em outubro de 2023, o banco participou do 1º Fórum Esfera Internacional por meio de patrocínio indireto, via cotas ligadas ao grupo organizador. No evento, Vorcaro elogiou o STF, chamando a Corte de “guardião da democracia”. Barroso e Gilmar Mendes estiveram presentes.
Em Londres, em abril de 2024, o Banco Master figurou como patrocinador oficial do Fórum Jurídico Brasil de Ideias, promovido pelo Grupo Voto. Participaram Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Lewandowski também marcou presença, já como ministro da Justiça.
Dois dos sete presos na operação da Polícia Federal que investiga um esquema fraudulento no Banco Master foram soltos na noite de quinta-feira, 20 de novembro.
Ambos deixaram a Superintendência da PF em São Paulo após o fim do prazo da prisão temporária, que tinha validade de três dias e não foi renovada. A informação foi confirmada pelas defesas.
Eles deixaram a Superintendência carregando travesseiros e tentando cobrir os rostos.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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