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Após alta médica, Bolsonaro diz que vai tentar participar de ato pela anistia em Brasília

Os médicos do ex-presidente recomendaram que ele ficasse em repouso absoluto para se recuperar de cirurgia.

Jameson Ramos

05 de maio de 2025 às 13:16   - Atualizado às 13:22

Bolsonaro durante ato pela anistia em São Paulo.

Bolsonaro durante ato pela anistia em São Paulo. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, por meio de suas redes sociais, que planeja participar do ato em favor da anistia dos condenados pelo 8 de janeiro, que será realizado na quarta-feira, 7 de maio, em Brasília.

"Tentarei estar presente se a situação de saúde do momento permitir. Pela Anistia Humanitária", escreveu o ex-presidente.

Bolsonaro, que passou 22 dias internado no Hospital DF Star por conta de uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal, recebeu alta no último domingo, 4 de maio, e está se recuperando em casa. 

A indicação do ex-presidente de que deve participar do ato vai na contramão do que foi recomendado pelos seus médicos - que já afirmaram que ele deveria se manter em repouso absoluto. 

Alta Bolsonaro

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Bolsonaro estava no Hospital DF Star desde o dia 13 do mês passado, quando foi submetido a uma cirurgia que durou 12 horas para retirar aderências no intestino e reconstruir a parede abdominal.

O procedimento foi realizado após ele passar mal, no dia 11, em uma agenda no interior do Rio Grande do Norte.

Musk defende Bolsonaro

O empresário bilionário Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter), criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030.

Para Musk, a Justiça brasileira cometeu um ato de “tirania” ao impedir o ex-mandatário de disputar futuras eleições.

Musk fez a crítica ao comentar uma postagem da página conservadora "End Wokeness". A publicação reunia casos de figuras políticas de direita que teriam sido, segundo a página, removidas do cenário eleitoral sob o argumento de proteger a democracia.

No texto, os autores citaram a exclusão da francesa Marine Le Pen, a inelegibilidade de Bolsonaro e a desclassificação do partido alemão AfD como partido extremista.

“Tudo em nome da proteção da democracia”, diz o post compartilhado. Elon Musk comentou diretamente abaixo: “Isso é tirania”.

Jair Bolsonaro foi declarado inelegível após julgamento no Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2023. A corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e usou de forma irregular os meios de comunicação públicos ao convocar embaixadores para uma reunião, em julho de 2022, onde atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas.


 

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