Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Foto: Divulgação
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os seus apoiadores "poderiam ir para a vala". A fala do petista aconteceu durante a inauguração da Escola Estadual Nancy da Rocha Cardoso, em América Dourada, Centro-Norte do estado.
Na ocasião, o governador criticava Bolsonaro por sua conduta durante a pandemia da Covid-19. "Um presidente que sorria para aqueles que estavam na pandemia, sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele, e quem votou nele poderia pagar também a conta. Bota uma enchedeira. Sabe o que é? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo para a vala", disse.
Confira o vídeo;
A declaração vem causando grande repercussão entre os bolsonaristas. O deputado federal André Fernandes (PL) usou suas redes sociais para se manifestar sobre.
"A Bahia é governada pelo PT há quase duas décadas e nos últimos anos foi o pior ou esteve entre os piores estados em vários índices. Ainda assim, a preocupação do governador Jerônimo Rodrigues é 'levar seus opositores pra vala'. O desespero tem motivo, o nordeste está acordando", afirmou Fernandes.
A deputada federal Bia Kicis (PL) também usou as redes para falar sobre o episódio. "Isso é o que o comunismo prega: o ódio aos adversários. Eu me pergunto se a galera do 'amor' irá se manifestar contra esse absurdo".
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) acusou o governador de defender uma “ideologia genocida”.
"Quando eu digo que, se pudesse, esse pessoal matava a gente, duvidam. E ainda tem quem acredita que estamos lidando com apenas políticos com pensamentos contrários — não. São movidos por uma ideologia genocida", escreveu o deputado.
Nesta segunda-feira, 5 de abril, em entrevista à imprensa, Jerônimo disse que teve a sua fala distorcida. "Nós criticamos a forma que alguém deseja a morte do outro. Eu sou uma pessoa religiosa, de família, e não vou nunca tratar nenhum opositor com um tratamento deste. Foi descontextualizada (a declaração)".
Ele aproveitou a ocasião para pedir desculpa aos apoiadores do ex-presidente que se sentiram ofendidos.
"Eu apresentei minha inconformação de como o país estava sendo tratado e dei o exemplo da pandemia (...) se o termo vala foi pejorativo ou forte, eu peço desculpas. Não tenho problemas em registrar se houve excessos na palavra. Não houve intenção de desejar a morte de ninguém".
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