Bolsonaro e Elon Musk. Foto: Cleverson Oliveira/Ministério das Comunicações
O empresário bilionário Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter), criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030.
Para Musk, a Justiça brasileira cometeu um ato de “tirania” ao impedir o ex-mandatário de disputar futuras eleições.
Musk fez a crítica ao comentar uma postagem da página conservadora "End Wokeness". A publicação reunia casos de figuras políticas de direita que teriam sido, segundo a página, removidas do cenário eleitoral sob o argumento de proteger a democracia.
No texto, os autores citaram a exclusão da francesa Marine Le Pen, a inelegibilidade de Bolsonaro e a desclassificação do partido alemão AfD como partido extremista.
“Tudo em nome da proteção da democracia”, diz o post compartilhado. Elon Musk comentou diretamente abaixo: “Isso é tirania”.
Jair Bolsonaro foi declarado inelegível após julgamento no Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2023. A corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e usou de forma irregular os meios de comunicação públicos ao convocar embaixadores para uma reunião, em julho de 2022, onde atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas.
O julgamento considerou a conduta do então presidente como um uso indevido da máquina pública em benefício de sua candidatura à reeleição.
Com isso, o TSE decidiu que ele não poderá disputar cargos eletivos até 2030. Bolsonaro já recorreu da decisão e tenta reverter a inelegibilidade a tempo de concorrer nas eleições presidenciais de 2026.
Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 e renomeou a plataforma para X, vem criticando instituições públicas e sistemas judiciais de diferentes países.
No Brasil, ele já fez comentários sobre liberdade de expressão, alegando que autoridades e decisões judiciais ameaçam o direito de opinião na internet.
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Ministro do STF e do TSE criticou ataques entre candidatos às vésperas do segundo turno e defendeu que campanhas priorizem propostas políticas.
O instituto entrevistou presencialmente 3.702 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 24 de outubro.
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