Caminhoneiro apoiador de Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses, por um plano de golpe de Estado, apoiadores se mobilizam nas redes sociais para pedir a soltura do ex-chefe do Executivo.
Uma página no Instagram, denominada como base de fãs do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com mais de 600 mil seguidores, por exemplo, cogita uma greve de caminhoneiros a partir de uma manifestação iniciada neste domingo, 30, de novembro.
Em outubro deste ano, líderes da categoria negaram que haja qualquer mobilização para uma greve dos caminhoneiros no Brasil.
A declaração foi uma resposta à disseminação de informações falsas nas redes sociais, impulsionadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e empresários do agronegócio, que alegavam que os caminhoneiros fariam uma paralisação nacional em apoio à anistia dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), foi enfático ao desmentir a suposta paralisação. “Isso foi espalhado por integrantes do agro com a extrema direita, querendo nos usar. Não acredito que a categoria vai se deixar manipular por uma pauta política”, afirmou o sindicalista.
Segundo Litti, é possível que empresários do agronegócio tentem paralisar seus próprios caminhões para simular uma greve dos caminhoneiros autônomos, estratégia já utilizada em outras ocasiões.
“Podem retomar esse modelo, mas isso é fácil de detectar. A gente conhece o perfil deles, o tipo de caminhão e onde atuam”, explicou.
Também Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), desmentiu qualquer convocação de paralisação.
“Não vamos deixar usarem a categoria como massa de manobra. Mais uma vez estão tentando usar caminhoneiros para manifestações. Não vamos compactuar com isso”, declarou em vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp.
Mesmo diante das negativas oficiais, panfletos e faixas foram distribuídos em cidades de Santa Catarina com apelos para a adesão à greve dos caminhoneiros, tentando dar aparência de mobilização espontânea. Em uma das postagens no X (antigo Twitter), um perfil bolsonarista chegou a publicar:
“Não desistiremos até NÃO LIBERTAREM o Presidente Bolsonaro”, cometendo um erro de lógica ao sugerir que a prisão deve continuar.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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