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Anielle Franco presta depoimento à PF e confirma que sofreu IMPORTUNAÇÃO SEXUAL de Silvio Almeida

O Ministério Público do Trabalho em Brasília e a Comissão de Ética Pública da Presidência também apuram as denúncias.

Everthon Santos

03 de outubro de 2024 às 08:00   - Atualizado às 08:01

Anielle Franco e Silvio Almeida.

Anielle Franco e Silvio Almeida. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira, 1º de setembro, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, confirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que sofreu assédio de Silvio Almeida. O crime será tipificado na investigação como importunação sexual.

Em 17 de setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou que a PF investigue o caso. Porém, por se tratar de assédio sexual, as investigações correm em sigilo. O Ministério Público do Trabalho em Brasília e a Comissão de Ética Pública da Presidência também apuram as denúncias.

Silvio Almeida foi demitido do Ministério dos Direitos Humanos após denúncias de assédio sexual serem apresentadas à ONG Me Too Brasil. O presidente Lula considerou insustentável a permanência do ministro diante das graves acusações. Como mostrou o Estadão, o encontro foi tenso e marcado por críticas de ambos os lados.

As denúncias de assédio incluíam Anielle Franco, entre as vítimas, embora a ONG Me Too Brasil não tenha confirmado os nomes das denunciantes. A ONG afirmou ter recebido consentimento das vítimas para expor o caso, mantendo a identidade delas em sigilo para proteção. Almeida negou as acusações e buscou na Justiça que a ONG prestasse esclarecimentos sobre as denúncias.

Nota de Anielle Franco sobre o caso:

Hoje eu venho aqui como mulher negra, mãe de meninas, filha, irmã, além de Ministra de Estado da Igualdade Racial. 

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Eu conheço na pele os desafios de acessar e permanecer em um espaço de poder para construir um país mais justo e menos desigual.

Desde 2018, dedico minha vida para que todas as mulheres e pessoas negras possam estar em qualquer lugar sem serem interrompidas. 

Não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência. Reconhecer a gravidade dessa prática e agir imediatamente é o procedimento correto, por isso ressalto a ação contundente do presidente Lula e agradeço a todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebi.

Tentativas de culpabilizar, desqualificar, constranger, ou pressionar vítimas a falar em momentos de dor e vulnerabilidade também não cabem, pois só alimentam o ciclo de violência.

Peço que respeitem meu espaço e meu direito à privacidade. Contribuirei com as apurações, sempre que acionada. 

Sabemos o quanto mulheres e meninas sofrem todos os dias com assédios em seus trabalhos, nos transportes, nas escolas, dentro de casa. E posso afirmar até aqui, que o enfrentamento a toda e qualquer prática de violência é um compromisso permanente deste governo. 

Sigo firme nos passos que me trouxeram até aqui, confiante nos valores que me movem e na minha missão de trabalhar por um Brasil justo e seguro pra todas as pessoas.

Com informações do Estadão Conteúdo

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