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Alexandre de Moraes arquiva inquérito contra Clarissa Tércio pelo 8 de janeiro

A investigação averiguava um suposto envolvimento da deputada federal nos atos de vandalismo, que resultaram em danos a prédios públicos da Justiça e do Governo Federal.

Gabriel Alves

19 de outubro de 2024 às 09:37   - Atualizado às 10:08

Clarissa Tércio e Alexandre de Moraes.

Clarissa Tércio e Alexandre de Moraes. Fotos: Câmara dos Deputados e ABr. Edição: Portal de Prefeitura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que investigava a deputada federal Clarissa Tércio (PP) por suposto envolvimento nos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que resultaram em danos a prédios públicos da Justiça e do Governo Federal.

A decisão de Moraes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou crimes cometidos pela deputada. Na última terça-feira, 15 de outubro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou o pedido de arquivamento ao STF. Clarissa Tércio havia sido investigada devido a publicações nas redes sociais que, na época, foram vistas como incitadoras dos atos de violência.

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Em setembro, Gonet solicitou que a investigação retornasse à Polícia Federal (PF) para medidas complementares, como a apuração de viagens da deputada e de seu marido, Pastor Júnior Tércio (PP-PE), entre o fim de 2022 e o início de 2023. A PGR confirmou que o casal estava em um hotel em Ipojuca, no Grande Recife, no dia 8 de janeiro, mas não encontrou evidências de envolvimento direto nos atos.

PGR reitera pedido para arquivar inquérito contra Clarissa Tércio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reafirmou na terça (15), o pedido de arquivamento do inquérito que apura o envolvimento da deputada federal licenciada Clarissa Tércio (PP-PE) nos eventos de 8 de janeiro de 2023.

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O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, encaminhou a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Investiga-se a deputada por uma possível incitação aos ataques, relacionada a um post em redes sociais.

Em maio de 2023, a PGR já havia pedido o arquivamento, sob a gestão de Augusto Aras, alegando ausência de crime por parte da deputada.

Com Gonet no comando, a PGR solicitou informações adicionais à Polícia Federal (PF) para confirmar se a parlamentar estava em Brasília durante os ataques.

Informações obtidas indicam que ela estava em um resort na praia de Muro Alto, Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, com sua família.

Clarissa Tércio é alvo de investigação devido a um post no Instagram que louvava os acontecimentos de 8 de janeiro.

No vídeo postado, uma manifestante dizia:

“Acabamos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todo povo está aqui em cima. Isso vai ficar para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos”.

Segundo seu depoimento à PF, ela repostou um vídeo recebido por WhatsApp.

A PF concluiu em seu relatório final que a conduta da deputada configurava um "crime de opinião", cabendo à PGR a decisão sobre a adequação penal.

A parlamentar se licenciou do cargo para disputar a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes nas Eleições 2024. Clarissa ficou em segundo lugar no pleito, conquistando 65.400 votos, 20,23% no total e não conseguiu levar a disputa para o segundo turno.

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