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Alcolumbre afirma que irá promulgar projeto que aumenta o número de deputados caso Lula não sancione

A medida pode ter efeito cascata, já que também será necessário igualar a proporcionalidade nas Assembleias Legislativas e até nas Câmaras Municipais.

Jameson Ramos

09 de julho de 2025 às 08:46   - Atualizado às 08:59

Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, e o presidente Lula.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, e o presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou na terça-feira, 8 de julho, que irá promulgar o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais - caso o presidente Lula (PT) escolha vetar ou não sancionar o projeto aprovado pelo Congresso. 

A afirmação de Alcolumbre foi dada após ele ser indagado, no Congresso Nacional, por jornalistas. "Se chegar [para promulgação] às 10h da manhã, será promulgado 10h01", disse.

A proposta, que já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A medida pode ter efeito cascata, já que também será necessário igualar a proporcionalidade nas Assembleias Legislativas e até nas Câmaras Municipais.

Confira o vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Posição

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou na segunda-feira (7), que acredita que o presidente Lula (PT) não deve sancionar o projeto de lei que aumenta o número de deputados.

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Em entrevista ao programa Roda Viva, Rui Costa afirma que o presidente ainda tem até dia 16 de julho para tomar a decisão, mas que acredita que é "pouco provável" que Lula sancione a lei

"Essa é uma reflexão que o presidente tem que fazer, dada a sua responsabilidade. O presidente é aficionado pela responsabilidade pelo país. Com certeza ele fará as reflexões de cada uma das opções, essa é uma escolha que só cabe a ele", afirmou Rui Costa.

O ministro ainda negou que o Executivo e o Legislativo estejam em conflito, mesmo após a derrubada do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). 

"O governo, diferente de outras versões, não está apostando em polarização com o Congresso. Estamos dialogando com o Congresso permanentemente, em outros temas continuamos mesmo depois da votação sobre o IOF, e continuaremos durante a semana. Nós queremos conciliar e buscar um entendimento com o Congresso Nacional e com a sociedade", disse Rui.

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