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Diretor de "Ainda Estou Aqui" afirma que só foi possível gravar o filme após a saída de Bolsonaro

O cineasta destacou que o projeto levou sete anos para se concretizar.

Everthon Santos

16 de fevereiro de 2025 às 10:05   - Atualizado às 10:05

Diretor de Ainda Estou Aqui afirma que só foi possível gravar o filme após a saída de Bolsonaro.

Diretor de Ainda Estou Aqui afirma que só foi possível gravar o filme após a saída de Bolsonaro. Foto: Reprodução

O cineasta Walter Salles afirmou que só conseguiu filmar "Ainda Estou Aqui", longa indicado ao Oscar, após o fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN dos Estados Unidos, o diretor destacou que o projeto levou sete anos para se concretizar. Segundo ele, foram 3 anos de pesquisa e outros 4 anos de espera, pois a "ascensão da extrema-direita no Brasil inviabilizou as gravações".

“Durante quatro anos, o país virou para a extrema-direita, e nunca teríamos tido a possibilidade de filmar durante esse período”, disse Salles.

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Ele ainda classificou o filme como um reflexo do momento político atual e atribuiu sua realização ao retorno da democracia e à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O filme é produto do retorno da democracia ao Brasil”, completou.

Ao lado da atriz Fernanda Torres, protagonista do longa, o diretor também comentou a ligação do filme com o suposto plano de golpe de Estado investigado pela Polícia Federal.

“Filmamos em 2023 sem ter a menor ideia de que havia acontecido uma tentativa de golpe de Estado”, afirmou.

O lançamento do longa coincidiu com as investigações em andamento, o que, segundo Salles, deu ao filme uma relevância ainda maior.

“No meio do lançamento, percebemos que, mais do que nunca, era um filme sobre hoje. Além disso sobre o que estava acontecendo no país neste exato momento”, concluiu o cineasta.

"Ainda Estou Aqui" vem ganhando destaque internacional e concorre ao Oscar em uma das categorias principais. A produção explora temas como democracia, resistência e memória, trazendo um olhar sobre as transformações políticas do Brasil nos últimos anos. O longa já recebeu elogios da crítica especializada e tem sido apontado como uma das obras mais impactantes da temporada de premiações.

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