Pernambuco, 16 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Aborto: medicação sugerida pelo PSOL pode gerar bebês com paralisia; entenda

A agência mencionou a Síndrome de Moebius como um dos possíveis desdobramentos do uso do remédio.

Everthon Santos

24 de fevereiro de 2025 às 14:50   - Atualizado às 14:50

Aborto medicação sugerida pelo PSOL pode gerar bebês com paralisia.

Aborto medicação sugerida pelo PSOL pode gerar bebês com paralisia. Foto: Divulgação

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a ampliação do acesso ao aborto legal no Brasil.

No documento, as entidades defendem que profissionais de saúde que não sejam médicos possam realizar o procedimento. Além disso, mencionam a possibilidade de a própria gestante utilizar o misoprostol, medicamento indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para interrupção da gravidez.

Veja Também

Riscos do medicamento para aborto

Atualmente, o Brasil restringe o uso do misoprostol ao ambiente hospitalar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já emitiu notas técnicas alertando para os riscos da automedicação com esse fármaco.

Entre 2019 e 2020, a agência encaminhou documentos à Defensoria Pública da União (DPU) explicando a restrição. De acordo com o órgão, a medida visa proteger a segurança das gestantes e dos fetos.

A Anvisa destacou que o misoprostol pode falhar na interrupção da gravidez quando utilizado de forma inadequada, expondo o feto a efeitos graves. A agência mencionou a Síndrome de Moebius como um dos possíveis desdobramentos dessa exposição. A doença causa paralisia nos nervos faciais, impedindo expressões como sorrir e piscar, além de poder provocar malformações nos membros.

Os alertas da Anvisa se baseiam em estudos científicos, incluindo uma pesquisa com 707 gestantes brasileiras que usaram o medicamento para induzir a menstruação. Os resultados mostraram que os bebês dessas mulheres tiveram quase três vezes mais risco de apresentar anomalias congênitas em comparação com fetos não expostos ao remédio.

Defesa do medicamento

A DPU, que defendeu a liberação do misoprostol para uso doméstico, argumentou que a restrição do medicamento violaria o direito à saúde das mulheres que buscam interromper a gravidez dentro das situações previstas em lei. Em julho de 2020, a Defensoria chegou a enviar um ofício à fabricante do fármaco solicitando a mudança na bula para permitir a venda mediante prescrição médica.

A empresa, no entanto, optou por manter as restrições, alegando que desconhece estudos científicos que garantam a segurança do uso doméstico do misoprostol. A fabricante afirmou que qualquer alteração na regulamentação dependeria da apresentação de pesquisas. Além disso, deixou clarou que precisam comprovar a eficácia e a segurança do medicamento fora do ambiente hospitalar.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:54, 16 Abr

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Jorge Messias, advogado-geral da união
Apoio

Senador Weverton Rocha apresenta relatório favorável à indicação de Jorge Messias ao STF

Para tomar posse, o Pernambucano precisa passar por uma sabatina na CCJ e ser aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa

Raquel Lyra aprova construção de 25 casas.
Iniciativa

Raquel Lyra aprova construção de 25 casas sustentáveis em Fernando de Noronha

As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.

Lula da Silva (PT).
Desaprovação

Genial/Quaest: Lula tem 55% de rejeição e lidera índice entre pré-candidatos à Presidência

Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.

mais notícias

+

Newsletter