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Invasão chinesa no mercado automotivo brasileiro já soma mais de 20 marcas em atividade e expansão

Segunda onda de fabricantes da China combina produção nacional, tecnologia eletroeletrônica e novas divisões de luxo e volume.

Beto Dantas

16 de outubro de 2026 às 16:14   - Atualizado às 16:17

Marcas mais vendidas de montadoras chinesas no Brasil.

Marcas mais vendidas de montadoras chinesas no Brasil. Foto gerada por IA e pode conter erros.

O cenário automotivo nacional atravessa uma transformação estrutural impulsionada pela chegada em massa de fabricantes orientais.

Diferente da primeira tentativa registrada há mais de uma década, marcada por veículos populares de entrada e dificuldades na montagem de redes de pós-venda, a atual ofensiva chinesa apoia-se em tecnologia eletrificada de ponta, aportes bilionários em fábricas brasileiras e na criação de estruturas multimarcas para cobrir diferentes perfis de consumidores.

Estrutura dos grandes grupos no país

A análise do mercado demonstra que a expansão não se limita a marcas isoladas, mas sim a conglomerados automotivos com múltiplas divisões em operação ou homologação no Brasil:

  • BYD Company: Líder em emplacamentos de veículos eletrificados no país, a empresa conta com a marca principal BYD, a divisão de luxo Denza e as linhas de nicho Yangwang e Fangchengbao (rebatizada localmente em modelos específicos). A fábrica em Camaçari, na Bahia, atua na montagem de modelos de grande volume como Dolphin Mini, King e Song Pro.
  • GWM (Great Wall Motors): Primeira da nova leva a iniciar produção nacional em Iracemápolis, em São Paulo, atua com as linhas Haval (híbridos), Ora (elétricos puros) e Poer (picapes), acelerando a oferta de modelos híbridos plug-in flex.
  • Chery Automobile: Além da parceria consolidada com o Grupo CAOA, o grupo atua de forma independente com as divisões Omoda e Jaecoo, além da Jetour e do anúncio das marcas iCAUR e Lepas para o segmento de utilitários e mobilidade jovem.
  • Geely Automobile: Com controle sobre a Zeekr no segmento premium e participação global na Volvo e Polestar, o grupo reintroduziu a marca Geely no país com modelos 100% elétricos de entrada de grande apelo urbano.
  • Grupo Changan & Dongfeng: A Changan retornou ao país em parceria com a CAOA, cobrindo modelos como a linha Deepal e Avatr. Já a Dongfeng estreou a divisão DFM com modelos urbanos como o hatch Box e o SUV Vigo.

As ondas de expansão e o desafio da consolidação

A primeira fase das marcas chinesas no Brasil focou no apelo de preço e pacotes de equipamentos de série em modelos a combustão. Contudo, desafios de logística, flutuação cambial e falta de suporte em peças de reposição comprometeram a permanência de diversas operações.

A segunda onda, consolidada a partir de investimentos em eletropostos, conectividade e arquiteturas híbridas e elétricas, reposicionou a percepção do público nacional.

Com a adesão de grandes grupos de concessionárias locais e a montagem de polos industriais no Nordeste e Sudeste, as montadoras chinesas conquistaram participação relevante nas vendas diretas e no varejo, acirrando a disputa com marcas tradicionais instaladas no país.

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