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Vacina contra gripe K no Brasil: o que se sabe e por que se imunizar agora

Gripe K chega ao Brasil e acende alerta, mas especialistas reforçam: vacina da gripe segue sendo a principal defesa contra casos graves e hospitalizações.

Joice Gomes

19 de dezembro de 2025 às 08:15

Gripe K chega ao Brasil e gera alerta global.

Gripe K chega ao Brasil e gera alerta global. Imagem IA vírus Gripe K

A chamada gripe K é um subclado do vírus influenza A (H3N2) que passou a circular com mais força no Hemisfério Norte em 2025, provocando aumento de casos e um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a temporada de 2026. O apelido “K” se refere a uma linhagem genética específica do vírus, identificada pela vigilância genômica em países da Europa, América do Norte e Ásia. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou a detecção do subclado K em amostras analisadas no Pará, sem evidência de aumento de gravidade em relação às gripes já conhecidas.

Os sintomas da gripe K seguem o padrão clássico da influenza: febre alta de início súbito, dor no corpo, mal-estar intenso, tosse e cansaço. Profissionais de saúde orientam atenção redobrada a sinais de alerta, como falta de ar, piora rápida do estado geral e dificuldade para se alimentar ou hidratar, especialmente em grupos vulneráveis. Mesmo sem indicação de um vírus mais agressivo, o risco de sobrecarga nos serviços de saúde em períodos de alta transmissão preocupa autoridades sanitárias.

Vacina protege contra a gripe k?

Uma das principais dúvidas da população é se a vacina da gripe, disponível no SUS e na rede privada, protege contra a gripe K. Especialistas explicam que o imunizante contra influenza é formulado para conferir proteção contra os principais tipos de influenza A e B em circulação, incluindo o H3N2, do qual o subclado K faz parte.

Mudanças genéticas como as observadas nessa variante podem reduzir a proteção contra infecções leves, mas não anulam a defesa contra quadros graves de gripe. Estimativas preliminares indicam que a vacina pode evitar de 70% a 75% das hospitalizações em crianças e adolescentes e de 30% a 40% em adultos, mesmo com a circulação da gripe K. A vacinação segue sendo considerada a principal barreira contra internações e óbitos.

O que dizem as autoridades de saúde

A OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiram alertas recomendando reforço da vigilância epidemiológica, aumento da cobertura vacinal e preparação dos sistemas de saúde diante da expansão global do subclado K. O objetivo é evitar uma temporada de gripe mais intensa, sobretudo em países com baixa adesão à vacinação.

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No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que as vacinas distribuídas pelo SUS continuam protegendo contra formas graves da gripe K e orienta que os grupos prioritários procurem os postos de saúde.

Entre os públicos de maior risco estão idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos. Profissionais de saúde e trabalhadores de serviços essenciais também estão entre os mais indicados para a imunização.

Como se proteger além da vacina

Embora a vacina contra a gripe seja a principal ferramenta de prevenção, especialistas reforçam que medidas não farmacológicas seguem importantes em períodos de alta circulação viral.

  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais.
  • Manter higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
  • Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar.
  • Manter ambientes ventilados, com circulação de ar.

Ao surgirem sintomas, a recomendação é buscar avaliação médica, principalmente em grupos de risco. Antivirais como o oseltamivir (Tamiflu) seguem eficazes contra o subclado K quando iniciados nas primeiras 48 horas, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

O que muda para 2026

A composição da vacina contra influenza é revisada anualmente com base no monitoramento global das cepas em circulação. Para 2025/2026, já foram recomendadas formulações mais alinhadas às variantes predominantes, incluindo características do subclado K.

Especialistas alertam que, além da atualização do imunizante, é fundamental combater a desinformação sobre vacinas e recuperar a confiança da população. A queda na cobertura vacinal pode ampliar o impacto de vírus conhecidos, mas em constante evolução.

A mensagem central sobre a chegada da gripe K ao Brasil é clara: não se trata de uma nova pandemia, mas de uma temporada de gripe potencialmente mais intensa para quem não está protegido. Manter a vacinação em dia, reconhecer sintomas e adotar cuidados básicos de prevenção seguem sendo atitudes simples, mas decisivas para reduzir riscos e salvar vidas.

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