Gripe K chega ao Brasil e gera alerta global. Imagem IA vírus Gripe K
A chamada gripe K é um subclado do vírus influenza A (H3N2) que passou a circular com mais força no Hemisfério Norte em 2025, provocando aumento de casos e um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a temporada de 2026. O apelido “K” se refere a uma linhagem genética específica do vírus, identificada pela vigilância genômica em países da Europa, América do Norte e Ásia. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou a detecção do subclado K em amostras analisadas no Pará, sem evidência de aumento de gravidade em relação às gripes já conhecidas.
Os sintomas da gripe K seguem o padrão clássico da influenza: febre alta de início súbito, dor no corpo, mal-estar intenso, tosse e cansaço. Profissionais de saúde orientam atenção redobrada a sinais de alerta, como falta de ar, piora rápida do estado geral e dificuldade para se alimentar ou hidratar, especialmente em grupos vulneráveis. Mesmo sem indicação de um vírus mais agressivo, o risco de sobrecarga nos serviços de saúde em períodos de alta transmissão preocupa autoridades sanitárias.
Uma das principais dúvidas da população é se a vacina da gripe, disponível no SUS e na rede privada, protege contra a gripe K. Especialistas explicam que o imunizante contra influenza é formulado para conferir proteção contra os principais tipos de influenza A e B em circulação, incluindo o H3N2, do qual o subclado K faz parte.
Mudanças genéticas como as observadas nessa variante podem reduzir a proteção contra infecções leves, mas não anulam a defesa contra quadros graves de gripe. Estimativas preliminares indicam que a vacina pode evitar de 70% a 75% das hospitalizações em crianças e adolescentes e de 30% a 40% em adultos, mesmo com a circulação da gripe K. A vacinação segue sendo considerada a principal barreira contra internações e óbitos.
A OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiram alertas recomendando reforço da vigilância epidemiológica, aumento da cobertura vacinal e preparação dos sistemas de saúde diante da expansão global do subclado K. O objetivo é evitar uma temporada de gripe mais intensa, sobretudo em países com baixa adesão à vacinação.
No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que as vacinas distribuídas pelo SUS continuam protegendo contra formas graves da gripe K e orienta que os grupos prioritários procurem os postos de saúde.
Entre os públicos de maior risco estão idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos. Profissionais de saúde e trabalhadores de serviços essenciais também estão entre os mais indicados para a imunização.
Embora a vacina contra a gripe seja a principal ferramenta de prevenção, especialistas reforçam que medidas não farmacológicas seguem importantes em períodos de alta circulação viral.
Ao surgirem sintomas, a recomendação é buscar avaliação médica, principalmente em grupos de risco. Antivirais como o oseltamivir (Tamiflu) seguem eficazes contra o subclado K quando iniciados nas primeiras 48 horas, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
A composição da vacina contra influenza é revisada anualmente com base no monitoramento global das cepas em circulação. Para 2025/2026, já foram recomendadas formulações mais alinhadas às variantes predominantes, incluindo características do subclado K.
Especialistas alertam que, além da atualização do imunizante, é fundamental combater a desinformação sobre vacinas e recuperar a confiança da população. A queda na cobertura vacinal pode ampliar o impacto de vírus conhecidos, mas em constante evolução.
A mensagem central sobre a chegada da gripe K ao Brasil é clara: não se trata de uma nova pandemia, mas de uma temporada de gripe potencialmente mais intensa para quem não está protegido. Manter a vacinação em dia, reconhecer sintomas e adotar cuidados básicos de prevenção seguem sendo atitudes simples, mas decisivas para reduzir riscos e salvar vidas.
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