A imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos não foi interrompida. Esse público continua recebendo normalmente a vacina Qdenga.
12 de junho de 2026 às 13:44 - Atualizado às 13:46
Vacina. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Governo de Pernambuco suspendeu temporariamente a vacinação de profissionais de saúde contra a dengue após recomendação do Ministério da Saúde. A medida foi adotada de forma preventiva para permitir a investigação de possíveis reações adversas relacionadas à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a suspensão está relacionada à apuração de 42 casos de reações severas que podem ter ligação com o imunizante. A decisão afeta apenas a estratégia voltada para profissionais de saúde com idade entre 15 e 59 anos.
A vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos não foi interrompida. Esse público continua recebendo normalmente a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda e utilizada na campanha nacional de imunização contra a dengue.
Na última terça-feira, 9 de junho, o Programa Estadual de Imunizações encaminhou uma nota técnica aos municípios pernambucanos orientando a suspensão temporária da aplicação da vacina do Instituto Butantan. O documento também determina que as doses disponíveis sejam armazenadas adequadamente nos estoques da Rede de Frio Municipal até que novas orientações sejam divulgadas pelo Ministério da Saúde.
A medida tem caráter preventivo e busca garantir a segurança dos profissionais de saúde enquanto a investigação dos casos é conduzida. De acordo com o presidente do Instituto Butantan, Esper Kallás, os profissionais que já receberam o imunizante permanecem protegidos contra a dengue e não precisam se preocupar.
Mesmo assim, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) orientou que os trabalhadores da saúde vacinados nos últimos 21 dias procurem acompanhamento em unidades de saúde para monitoramento de possíveis reações adversas.
Além disso, os municípios receberam orientação para registrar e comunicar qualquer efeito adverso que possa estar relacionado à vacinação.
Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) apontam que Pernambuco recebeu cerca de 36 mil doses da vacina do Instituto Butantan até abril deste ano.
Desse total, 11.711 doses foram aplicadas em profissionais da atenção primária à saúde em diversas regiões do estado. As doses que ainda não foram utilizadas deverão permanecer armazenadas enquanto durar a suspensão temporária da campanha para os profissionais de saúde.
A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que a suspensão não afeta a imunização de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, considerada uma das principais estratégias de prevenção da dengue no país.
A vacinação desse grupo continua sendo realizada com a Qdenga, vacina diferente da utilizada na campanha voltada aos profissionais de saúde.
As autoridades sanitárias informaram que novas orientações deverão ser divulgadas após a conclusão das análises sobre os casos investigados. Até lá, a recomendação é manter a suspensão da vacina do Instituto Butantan destinada aos trabalhadores da saúde e seguir acompanhando as orientações oficiais dos órgãos de saúde.
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Ação reuniu atendimentos de saúde, assistência social e orientação jurídica para mães de crianças e adolescentes atípicos, além de atividades recreativas para os filhos.
Em parceria com o Governo de Pernambuco, a iniciativa disponibiliza consultas, exames e procedimentos gratuitos voltados à população.
Os resultados foram publicados em março na revista científica Cytotechnology e representam uma etapa inicial da pesquisa.
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