Hospital de Câncer de Pernambuco orienta famílias a procurar atendimento quando alterações persistem, pioram ou aparecem repetidamente sem causa aparente.
08 de setembro de 2026 às 17:26 - Atualizado às 17:53
No Brasil, o câncer é a principal causa da morte entre crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade. Foto: Adobe Stock
A campanha Setembro Dourado chama a atenção para os sinais do câncer infantojuvenil e para a importância de investigar precocemente alterações persistentes na saúde de crianças e adolescentes. Durante o mês, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) reforça orientações destinadas a pais, responsáveis e profissionais de saúde.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer infantojuvenil corresponde a uma pequena parcela dos tumores registrados na população, entre 1% e 3% dos casos. Apesar de ser considerado raro, representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil.
Para cada ano do triênio de 2026 a 2028, a estimativa é de 7.560 novos casos no país. Leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas estão entre os tipos mais frequentes nessa faixa etária.
O HCP orienta que alterações persistentes, recorrentes ou sem explicação sejam avaliadas por um profissional de saúde. Entre os principais sinais de alerta estão:
A presença isolada de um desses sintomas não significa necessariamente que a criança ou o adolescente esteja com câncer. Muitas dessas manifestações também aparecem em doenças comuns da infância.
O sinal de atenção ocorre principalmente quando os sintomas não desaparecem, pioram com o passar do tempo, surgem repetidamente ou não apresentam uma causa clara. Nessas situações, a recomendação é procurar atendimento médico para que a origem do problema seja investigada.
Segundo a coordenadora do Serviço de Oncologia Pediátrica do HCP, Suellen Martins, os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, pais e profissionais devem observar a duração e a recorrência das alterações.
Diferentemente de diversos tumores encontrados em adultos, o câncer infantojuvenil geralmente não está associado a fatores de risco que possam ser evitados por mudanças de comportamento, como alimentação, prática de exercícios ou afastamento do cigarro.
Por essa razão, as principais estratégias para enfrentar a doença são o reconhecimento dos sinais, a investigação adequada e o encaminhamento da criança ou do adolescente para um serviço especializado.
Além das leucemias, dos linfomas e dos tumores do sistema nervoso central, podem ocorrer neuroblastoma, tumor de Wilms, retinoblastoma, tumores ósseos e diferentes tipos de sarcoma.
A identificação da doença em estágios iniciais pode facilitar o tratamento, reduzir possíveis complicações e ampliar as possibilidades de obtenção de resultados favoráveis. O diagnóstico, entretanto, somente pode ser confirmado por profissionais de saúde após avaliação clínica e realização dos exames necessários.
Referência na assistência oncológica no estado, o Hospital de Câncer de Pernambuco oferece atendimento especializado a crianças e adolescentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O acompanhamento é realizado por uma equipe multidisciplinar e pode envolver diferentes modalidades terapêuticas, definidas de acordo com o diagnóstico e as características de cada tumor. A instituição também integra a Aliança AMARTE, iniciativa formada por centros brasileiros voltados à melhoria do tratamento oncológico pediátrico.
Com o lema “Toda criança merece viver seus sonhos”, a campanha do HCP procura sensibilizar a população sobre diagnóstico precoce, acesso ao tratamento adequado e apoio às famílias durante o enfrentamento da doença.
O hospital é uma instituição filantrópica e afirma depender do apoio da sociedade para complementar os recursos aplicados na assistência. Informações sobre a campanha e as formas de ajudar estão disponíveis no perfil @sigahcp e no site da instituição.
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Durante o período em que permaneceu com o órgão suíno, o paciente não precisou de diálise, o que permitiu aguardar a disponibilidade de um rim humano.
Os cientistas destacam que a presença dos compostos acende um alerta sobre a poluição dos manguezais e reforça a necessidade de acompanhar a qualidade ambiental desses ecossistemas.
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