Gordura no fígado pode ser revertida em 3 a 6 meses com hábitos saudáveis. Imagem IA
A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma das condições médicas que mais crescem em prevalência no Brasil e no mundo. Estima-se que cerca de 40% da população brasileira apresente algum grau desse problema silencioso, que pode evoluir para quadros graves como inflamação, fibrose, cirrose e até câncer hepático se não tratado a tempo. Felizmente, a ciência médica aponta que a reversão é possível, principalmente com mudanças duradouras no estilo de vida.
A gordura no fígado surge quando há acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas. Esse fenômeno está diretamente associado ao crescimento da obesidade, diabetes tipo 2 e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras ruins e açúcares. Um fígado saturado de gordura funciona de forma prejudicada, comprometendo a desintoxicação do organismo e o metabolismo.
Seu grande perigo está na ausência de sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Sem tratamento, a gordura pode levar a inflamações crônicas e danos irreversíveis ao fígado.
Especialistas afirmam que, com mudanças consistentes no estilo de vida, é possível observar uma melhora significativa nas enzimas hepáticas e redução da gordura no fígado entre três e seis meses, especialmente em casos de grau leve da doença. Porém, em situações mais graves, como nas fases em que já há inflamação ou fibrose, o processo tende a ser mais lento e demanda acompanhamento médico mais rigoroso.
O fígado possui uma capacidade notável de regeneração, o que favorece a recuperação quando as agressões cessam ou diminuem. Isso reforça a necessidade de diagnóstico precoce para aproveitar essa janela de reversibilidade.
O caminho para reverter a gordura no fígado envolve hábitos saudáveis e disciplina. Veja os principais cuidados recomendados:
Essas mudanças, quando integradas de forma sustentável na rotina, podem modificar significativamente o quadro de esteatose hepática, evitando progressão para formas graves.
Até o momento, não há um medicamento específico para tratar a esteatose hepática não alcoólica. No entanto, há fármacos indicados para controlar doenças relacionadas, como diabetes e colesterol alto, que contribuem para o acúmulo de gordura no fígado. Remédios como sinvastatina, metformina e liraglutida são usados para melhorar o quadro metabólico geral.
Em casos extremos, quando existe obesidade severa e a esteatose evoluiu para fibrose ou cirrose avançada, procedimentos como cirurgia bariátrica podem ser indicados para promover perda de peso e melhora da saúde hepática.
O transplante de fígado é uma última alternativa, recomendada apenas para pacientes com lesões irreversíveis.
Dado que a gordura no fígado é uma doença silenciosa e sua reversão depende de intervenção precoce, a prevenção se destaca. Adotar hábitos saudáveis desde cedo reduz o risco de esteatose hepática e outras doenças metabólicas.
Além da alimentação e atividade física, é importante cuidar da saúde mental para controlar o estresse crônico, que pode aumentar a inflamação sistêmica e impactar negativamente o fígado.
Sem dúvida, o compromisso com o autocuidado traz benefícios que vão muito além do fígado, melhorando a qualidade de vida e a longevidade.
Reverter a gordura no fígado é possível principalmente com atitude, disciplina e acompanhamento médico. Pequenas mudanças diárias podem transformar um quadro silencioso em uma história de sucesso para a saúde.
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