Verdade sobre o exame de próstata, seu impacto na prevenção do câncer. Imagem IA
O exame de próstata segue sendo fundamental na detecção precoce do câncer, o segundo tipo mais comum entre homens no Brasil e no mundo. Segundo um estudo recente publicado no The New England Journal of Medicine, o rastreamento periódico através do PSA (Antígeno Prostático Específico) e, em casos específicos, o exame de toque retal, pode reduzir em até 13% a mortalidade por essa doença. Esse dado reforça a necessidade de conscientização e prevenção entre homens, especialmente a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 para quem tem histórico familiar.
Apesar dos avanços na medicina, existem muitos mitos sobre o exame de próstata. O exame de sangue PSA não diagnostica câncer de forma definitiva, mas indica a possibilidade da presença de tumores e outras condições benignas como inflamações e hiperplasia prostática. Já o exame de toque, antes considerado controverso, permanece essencial para identificar tumores que não aumentam o PSA, ajudando em uma avaliação complementar.
O exame não é doloroso, podendo causar apenas um leve desconforto, e seu receio não justifica a ausência do rastreamento, pois o câncer de próstata tem maiores chances de cura se descoberto precocemente. Homens com vida sexual ativa ou não devem realizá-lo conforme recomendação médica.
A recomendação atual é que homens sem fatores de risco iniciem a rotina de avaliação aos 50 anos. Para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata ou fatores de risco, a idade indicada para começar os exames é 45 anos. O exame de PSA é feito com uma simples coleta de sangue, enquanto o exame de toque é realizado diretamente pelo urologista para avaliar tamanho, forma e textura da glândula prostática.
Além disso, o avanço do diagnóstico inclui o uso de ultrassonografia e ressonância magnética multiparamétrica, que trazem maior precisão em casos suspeitos, auxiliando na decisão pela necessidade da biópsia, exame que confirma definitivamente a presença do câncer.
No Brasil, o câncer de próstata é responsável por milhares de mortes anuais, com Minas Gerais registrando cerca de quatro óbitos por dia. A campanha Novembro Azul tem reforçado a importância do exame e da prevenção, buscando reduzir preconceitos e o atraso no diagnóstico, fatores que pioram o prognóstico da doença.
A mortalidade pode ser significativamente reduzida com exames regulares e atenção médica precoce, tema que ganha força entre especialistas e campanhas públicas. A conscientização masculina segue como prioridade no enfrentamento desta condição que atinge principalmente homens acima dos 65 anos.
Hoje, exames sofisticados como a ressonância magnética multiparamétrica são incorporados para melhorar o rastreamento e diminuir procedimentos invasivos desnecessários, como biópsias repetidas. O exame de toque ainda é indicado para detectar nódulos ou alterações que exames laboratoriais não refletem, balanceando tecnologia com avaliação clínica humanizada.
Em 2025, o exame de próstata continua sendo uma arma eficaz na prevenção e detecção precoce do câncer, podendo salvar muitas vidas por meio da informação correta e do cuidado responsável.
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