Durante o Novembro Azul, campanhas em todo o Brasil reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Foto: Freepik
O perfil dos cânceres que atingem homens no Brasil revela padrões que exigem atenção. De acordo com estimativa para o triênio de 2023-2025, o INCA projeta que cerca de 72 mil novos casos por ano serão de câncer de próstata entre homens, o que corresponde a risco estimado de 67,9 casos a cada 100 mil homens.
Ainda segundo o INCA, para o mesmo período, a estimativa aponta para aproximadamente 22 mil novos casos por ano de câncer de cólon e reto entre homens (6,4% dos casos masculinos) e 18 mil novos casos por ano de câncer de pulmão (5,3% dos casos masculinos).
Esses números mostram de forma clara que três tipos próstata, cólon e reto, e pulmão, detêm papel central na saúde masculina. Compreender cada um deles e adotar práticas de prevenção pode mudar o rumo do diagnóstico para muitos homens.O câncer de próstata lidera entre os homens no país. Ele aparece em primeiro lugar em todas as regiões como o tumor mais incidente entre o sexo masculino (quando se exclui câncer de pele não melanoma), segundo o INCA.
Esse tipo, em grande parte, acomete homens mais velhos, o relatório aponta que cerca de 75% dos casos novos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Embora haja essa característica etária, muitos especialistas destacam que a atenção à saúde masculina precisa começar antes, especialmente em presença de fatores de risco como sobrepeso, sedentarismo, tabagismo ou histórico familiar.
O segundo tipo que merece destaque é o câncer de cólon e reto. O INCA comenta que esse tipo apresenta “alto potencial para prevenção primária, com a promoção à saúde por meio de estímulo a hábitos de vida e dietéticos saudáveis, e secundária, a partir da detecção precoce”. Em outras palavras: alimentação rica em fibras, prática de exercícios e evitar sedentarismo podem ajudar a reduzir o risco.
Por fim, o câncer de pulmão também figura entre os que mais afetam homens. A estimativa destaca 18.020 casos novos por ano entre homens para o triênio 2023-2025. O fator de risco mais forte para esse tipo é o tabagismo: o INCA informa que cerca de 85% dos casos estão associados ao cigarro ou à exposição passiva à fumaça.
Diante desses dados, a prevenção adquire papel central. Primeiro, porque muitos cânceres detectados em estágios iniciais oferecem melhores chances de tratamento e recuperação. Segundo, porque fatores comportamentais como fumar, ter dieta pobre, ingerir pouco vegetal, praticar pouco exercício incidem fortemente nos casos. O INCA já alertou que “quando a gente diz ‘olha, nós temos que combater o sedentarismo’, precisamos avaliar se as pessoas têm locais em sua região para caminhar, para andar de bicicleta ou para fazer qualquer outro tipo de exercício”.
A checagem regular de saúde também se torna importante. Em casos como o de câncer de próstata, embora o rastreamento sistemático universal ainda seja objeto de debate, a orientação para que o homem converse com o médico sobre riscos, histórico familiar e a necessidade de exames se torna relevante. O diálogo médico-paciente aparece como parte da prevenção.
No caso do câncer de cólon e reto, os exames de rastreio (quando indicados) e o acompanhamento médico podem levar à identificação de lesões antes que evoluam para câncer invasivo. Já para o câncer de pulmão, evitar o tabagismo e estar atento a alterações respiratórias persistentes se mostram medidas práticas de prevenção.
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