O estado contabilizou 47.418 notificações da doença, número 37% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
17 de setembro de 2026 às 17:05 - Atualizado às 17:21
Mosquito aedes aegypti. Foto: Reprodução
Pernambuco chegou a quatro mortes confirmadas por dengue em 2026. O novo óbito foi incluído no boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgado nesta quinta-feira, 17 de setembro, com dados acumulados desde o início do ano.
A vítima mais recente é um homem de 60 anos, morador de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com a SES-PE, ele morreu no dia 7 de maio e apresentava comorbidades.
O levantamento considera os registros feitos entre 4 de janeiro e 12 de setembro. Nesse intervalo, Pernambuco contabilizou 47.418 notificações de dengue, número 37% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Do total de notificações, 11.368 casos foram confirmados.
Além dos casos confirmados, o boletim chama atenção para a quantidade de pacientes que desenvolveram formas graves da doença. Segundo os dados, foram contabilizados 686 casos graves de dengue no estado no período analisado.
A distribuição da doença também ocorre de maneira diferente entre os municípios. Dos 184 municípios pernambucanos, 179 apresentam registros classificados em algum dos níveis de incidência acompanhados pela vigilância estadual.
Atualmente, 82 municípios estão na faixa de baixa incidência. Outros 56 aparecem com incidência média, enquanto 41 localidades apresentam alta incidência da doença.
Entre os três óbitos que já haviam sido confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde está o de um homem de 65 anos, morador do Recife, que morreu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro. Também foram confirmadas as mortes de uma adolescente de 15 anos, residente em Tacaratu, no Sertão, e de uma mulher de 93 anos, moradora de Parnamirim, também no Sertão.
O novo caso de Olinda ocorreu em maio, mas a confirmação foi incorporada ao boletim epidemiológico mais recente após a conclusão da investigação.
Além das mortes já confirmadas, outros 22 óbitos registrados em Pernambuco permanecem em investigação para verificar eventual relação com arboviroses.
A proliferação do Aedes aegypti está diretamente relacionada à presença de água parada, onde o mosquito pode se reproduzir. Por isso, a eliminação de possíveis criadouros continua entre as principais medidas de prevenção contra dengue, chikungunya e Zika.
A orientação é verificar regularmente locais como caixas-d'água, vasos de plantas, recipientes expostos à chuva, calhas, pneus e outros objetos que possam acumular água.
No Recife, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde programou um mutirão de combate ao Aedes aegypti para os dias 18 e 19 de setembro. A ação terá equipes atuando nos oito Distritos Sanitários da cidade para identificar e eliminar possíveis criadouros, além de orientar a população.
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Fenômeno está em nível forte e pode chegar a muito forte; plano prevê reforço da estrutura do SUS, novas bases de atendimento e medidas para reduzir impactos sobre populações vulneráveis.
De acordo com a agência, a ausência de registro sanitário significa que o produto não passou pelo processo regulatório necessário para ser comercializado e utilizado regularmente no Brasil.
O medicamento é desenvolvido pela farmacêutica Cristália em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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