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Outubro Rosa: número de mamografias está abaixo dos 40% no Brasil, diz pesquisa

A mamografia, exame essencial para o rastreamento do câncer de mama, ainda apresenta cobertura insuficiente no Brasil, segundo dados do DATASUS.

Gabriel Alves

09 de outubro de 2025 às 14:47   - Atualizado às 14:47

Mulher com laço rosa.

Mulher com laço rosa. Foto: Freepik

O Ministério da Saúde anunciou uma atualização importante em sua diretriz de rastreamento do câncer de mama. A partir de agora, mulheres a partir dos 40 anos poderão realizar a mamografia, mesmo sem sinais ou sintomas, desde que haja interesse da paciente e indicação do profissional de saúde.

A mamografia, exame essencial para o rastreamento do câncer de mama, ainda apresenta cobertura insuficiente no Brasil. Dados do DATASUS revelam que, em 2022, foram realizadas cerca de 2,5 milhões de mamografias, alcançando menos de 40% das mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, índice bem distante da meta de 70% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ampliar a informação para prevenção, acompanhamento médico e atenção para os casos é um dos objetivos da Campanha “Juntos Somos mais Fortes”, que envolve sociedade médicas científicas, entre elas, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

“Muitos cânceres de mama, especialmente em fases iniciais, não são palpáveis e só são detectados por exames de imagem, como a mamografia. O rastreamento é fundamental para identificar lesões pequenas e não palpáveis, como microcalcificações. No entanto, no Brasil, a baixa adesão a programas organizados faz com que 50% a 60% dos casos já sejam diagnosticados em estágios avançados”, alerta o Dr. Eduardo Carvalho Pessoa, ginecologista e presidente da Comissão Nacional Especializada em Imaginologia Mamária da FEBRASGO.

Segundo o especialista, a mamografia de rastreamento pode reduzir a mortalidade por câncer de mama em até 40%, conforme demonstrado em grandes estudos internacionais, como os Swedish Mammography Trials.

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“A mamografia é insubstituível no rastreamento. A ultrassonografia tem papel complementar, especialmente em mulheres com mamas densas, mas não substitui a eficácia e a padronização da mamografia”, reforça.

O Dr. Eduardo explica que nódulos malignos tendem a ser mais endurecidos, com bordas irregulares, fixos à pele ou a planos profundos, podendo estar associados à retração cutânea, secreção sanguinolenta pelo mamilo ou alterações no formato da mama. Já os cistos, comuns em mulheres em idade reprodutiva, são lesões benignas preenchidas por líquido e geralmente relacionadas a alterações hormonais.

Ele lembra que o fibroadenoma clássico também é benigno e não sofre transformação maligna. Contudo, lesões com crescimento rápido ou aspecto complexo podem justificar a indicação de biópsia.

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, mutações genéticas como BRCA1/BRCA2, mamas densas ou uso prolongado de terapia hormonal na pós-menopausa devem ter acompanhamento diferenciado e, em alguns casos, rastreamento anual com ressonância magnética, cuja sensibilidade chega a 95%.

Apesar dos avanços, o cenário brasileiro ainda apresenta gargalos:

  • Cobertura baixa: menos de 40% da população-alvo realiza mamografia no SUS;
  • Desigualdade regional: mulheres em áreas remotas têm menos acesso ao exame;
  • Diagnóstico tardio: até 30% dos casos chegam em estágios avançados (III/IV), segundo o INCA.

“Precisamos de programas organizados de rastreamento, com convite ativo às mulheres, para que mais vidas sejam salvas”, conclui o Dr. Eduardo.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

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