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Ministério da Saúde aprova tratamento menos invasivo para crianças com hemofilia A; veja como funciona

O novo método foi oficializado por meio de uma portaria publicada nesta quinta-feira, 15 de outubro, no Diário Oficial da União, e estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes.

Isabella Lopes

15 de outubro de 2026 às 14:59   - Atualizado às 15:02

Hemofilia A em crianças.

Hemofilia A em crianças. Foto: Hemorio/Divulgação

O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo para o uso do medicamento emicizumabe no tratamento de crianças de até 6 anos com hemofilia A que não apresentam inibidores do fator VIII da coagulação sanguínea.

A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada nesta quinta-feira, 15 de outubro, no Diário Oficial da União, e estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, além das condições necessárias para o tratamento.

O documento tem abrangência nacional e deverá orientar as secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na organização do acesso ao medicamento.

Entre os benefícios apontados pelo Ministério da Saúde estão a possibilidade de uma terapia menos invasiva e a redução da frequência dos episódios de sangramento.

Tratamento com emicizumabe

O emicizumabe é utilizado na prevenção de sangramentos em pessoas com hemofilia A. Uma das principais diferenças em relação à terapia tradicional com fatomeidr VIII está na forma de administração.

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Enquanto a reposição do fator VIII exige infusões intravenosas, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, ou seja, por meio de uma injeção sob a pele.

Essa característica facilita a administração, especialmente em crianças pequenas que necessitam de acompanhamento contínuo.

O protocolo contempla pacientes que não apresentam inibidores do fator VIII, anticorpos que podem interferir na ação do fator de coagulação utilizado no tratamento da doença.

Sobre hemofilia A

A hemofilia A é uma doença hemorrágica hereditária caracterizada pela deficiência ou redução da atividade do fator VIII, proteína essencial para a coagulação do sangue.

Essa alteração prejudica a capacidade do organismo de interromper sangramentos, que podem ocorrer após pequenos traumas ou espontaneamente, dependendo da gravidade da condição.

Os episódios hemorrágicos podem atingir diferentes partes do corpo, incluindo músculos e articulações. Quando recorrentes, podem provocar dor, inchaço e comprometimento da mobilidade.

A doença está geralmente associada a alterações genéticas ligadas ao cromossomo X, motivo pelo qual afeta predominantemente pessoas do sexo masculino, embora mulheres também possam apresentar manifestações.

A gravidade varia conforme o nível de atividade do fator VIII no organismo.

Principais sintomas

As manifestações da hemofilia A dependem da intensidade da deficiência de coagulação.

Entre os principais sinais estão:

  • Sangramentos prolongados após ferimentos;
  • Hematomas frequentes ou extensos;
  • Sangramentos em músculos e articulações;
  • Dor e inchaço nas articulações afetadas;
  • Sangramento excessivo após procedimentos médicos ou odontológicos.

Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragias internas, que exigem avaliação médica imediata. O diagnóstico envolve análise clínica, histórico pessoal e familiar e exames laboratoriais para identificar alterações na coagulação e na atividade do fator VIII.

Embora seja uma condição genética e crônica, a hemofilia A pode ser controlada com acompanhamento especializado e terapias destinadas à prevenção e ao controle dos sangramentos.

Pacientes deverão receber informações sobre riscos

A portaria determina que o paciente ou seu responsável legal receba orientações sobre os potenciais riscos do emicizumabe, incluindo possíveis efeitos colaterais e eventos adversos.

O objetivo é garantir que as famílias conheçam as condições da terapia antes de sua utilização. O documento também estabelece mecanismos de regulação, controle e avaliação que deverão ser observados pelos serviços de saúde.

O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Como será organizado o atendimento pelo SUS?

A implementação das novas diretrizes dependerá da organização da rede assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a portaria, os gestores estaduais, distrital e municipais deverão definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento.

A estrutura deverá contemplar as diferentes etapas previstas no protocolo, desde a avaliação dos critérios clínicos até o acompanhamento dos pacientes.

As condições de acesso e os procedimentos assistenciais deverão seguir as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

Com informações da Agência Brasil 

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