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Meningite Meningocócica no Brasil: 10 coisas que você precisa saber sobre a doença

Em 2025, os casos continuam aumentando. Dados do painel epidemiológico (até 14 de setembro) já registram 721 casos e 140 óbitos.

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16 de outubro de 2025 às 14:30   - Atualizado às 14:50

Meningite Meningocócica no Brasil

Meningite Meningocócica no Brasil Foto: Divulgação/IA

Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos (2023 e 2024), foram registrados 1.549 casos de doença meningocócica no país, com 332 óbitos - sendo, 728 casos em 2023, com 159 óbitos, e 821 casos em 2024, com 173 óbitos. Ou seja, houve um crescimento de 12% no número de casos e de 8% no número de óbitos de 2023 para 2024. Nos dois anos, o sorogrupo B foi o mais incidente. Dentre os casos com sorogrupo conhecido (939), 485 foram causados pelo sorogrupo B, correspondendo a 51,65% dos casos de doença.

Em 2025, os casos continuam aumentando. Dados do painel epidemiológico (até 14 de setembro) já registram 721 casos e 140 óbitos. Dentre os casos com sorogrupo conhecido (386), 194 foram causados pelo sorogrupo B, correspondendo a 50,25% dos casos de doença. Estados como Alagoas, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul têm enfrentado aumento no número de casos desde 2021. Neste ano, Maceió (AL) e Bento Gonçalves (RS) decretaram surto de doença meningocócica.

Em agosto, também foi realizada uma Consulta Pública para avaliar a disponibilização da vacina meningocócica contra o sorogrupo B no SUS. Se for aprovada, será mais um avanço para a prevenção da doença.

10 coisas que você precisa saber sobre a Meningite Meningocócica

A meningite meningocócica é uma doença grave que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco se não for tratada a tempo. Causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo, ela pode atingir pessoas de todas as idades, especialmente bebês, crianças e adolescentes. Entender as suas características, principais sintomas e gravidade são fundamentais para buscar atendimento médico imediato em qualquer suspeita e adotar medidas de prevenção, como a vacinação.1-3 O meningococo possui pelo menos 12 sorogrupos identificados, sendo que seis são os mais comuns, A, B, C, W, X e Y, e, atualmente, existe prevenção para cinco deles: A, B, C, W e Y.1,7,11

1) O que é a meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, fungos e vírus.1-3

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2) Tipos de meningite

Os principais tipos são a meningite viral, que costuma ser mais leve, e a meningite bacteriana, que se evidencia pela sua gravidade e, dentre elas, destacamos a meningite meningocócica, que é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo.1-3

3) Sintomas comuns

Os sinais e sintomas iniciais da meningite meningocócica — incluindo febre, irritabilidade, dor de cabeça, náusea e vômito — podem ser confundidos com outras doenças infecciosas e dificultar o diagnóstico inicial. Na sequência, o paciente pode apresentar sintomas clássicos da doença, como pequenas manchas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. Em bebês, pode haver irritabilidade, choro constante e moleira abaulada.1,2

4) Transmissão

Assim como acontece com outras doenças de transmissão respiratória, o meningococo pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra por meio do contato direto com gotículas ou secreções respiratórias através de tosse, espirro, beijo ou compartilhamento de copos, por exemplo.1,2

5) Grupos de risco

A meningite meningocócica atinge, principalmente, bebês e crianças menores de 5 anos, mas também pode acometer todas as faixas etárias, incluindo adolescentes e jovens adultos. Pesquisas mostram que até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem carregar em si o meningococo sem adoecer, sendo chamados de portadores assintomáticos. Esse grupo, além de poder ser acometido pela doença, é o principal transmissor da bactéria.2,4,5

6) Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio da análise do líquido cefalorraquidiano (punção lombar), além de exames de sangue e imagem, quando necessário.2,3

7) Tratamento

A meningite meningocócica tem rápida evolução, por isso exige tratamento urgente com antibióticos e, em alguns casos, internação hospitalar. O quadro pode evoluir para confusão mental, convulsão, choque, infecção generalizada, falência múltipla de órgãos e risco de óbito.1-4

8) Complicações e sequelas

A meningite meningocócica pode causar sequelas graves como amputações e até mesmo levar a óbito.1,2 Em 24 horas, a doença pode ir de sintomas leves a quadros graves: a evolução rápida e a alta letalidade da meningite meningocócica são algumas das características mais preocupantes da infecção.2,4

9) Alta letalidade

A taxa de letalidade média mundial é de 10% dos casos12, entretanto, a média brasileira é mais alta, em torno de 21%. 13,14 Se não for tratada, a doença pode ser fatal em até 50% dos casos. Dentre os sobreviventes, 10% a 20% apresentam alguma sequela grave como dano cerebral, perda auditiva ou amputação de membros.1,6

10) Prevenção

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite meningocócica.1-3 Atualmente, existem vacinas diferentes para a prevenção de cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.7-9

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente a vacina meningocócica C para crianças de 3 e 5 meses e a vacina meningocócica ACWY em dose de reforço aos 12 meses e para adolescentes entre 11 e 14 anos. Ambas também estão disponíveis para outras idades na rede particular.7-9 As sociedades médicas recomendam a vacina meningocócica B e a vacina meningocócica ACWY, disponíveis na rede particular, para todas as crianças, com esquema aos 3, 5 e 12 meses de vida. Já para adolescentes são duas doses das vacinas ACWY e B para não vacinados. 7-9,15 Outras formas de prevenção da doença incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.10

Sobre a GSK

A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Imunologia/Respiratória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite GSK.

 

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