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Governo Federal autoriza compra de 20 mil doses da vacina contra mpox

A medida ocorre em meio à redução dos casos da doença no Brasil, apesar do aumento de infecções registrado no Rio de Janeiro.

Isabella Lopes

05 de novembro de 2026 às 16:59   - Atualizado às 17:01

Vacina.

Vacina. Foto: Débora F. Barreto-Vieira/Fiocruz

O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para recompor os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na quarta-feira, 4 de novembro, e a aquisição será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A medida ocorre em meio à redução dos casos da doença no Brasil, apesar do aumento de infecções registrado no Rio de Janeiro.

Em 2026, o país contabilizou 665 casos confirmados de mpox, número 94% inferior aos 10.821 registros de 2022. Segundo o Ministério da Saúde, a compra tem caráter preventivo e busca garantir a disponibilidade de imunizantes para atender às necessidades dos estados.

Público-alvo da vacinação 

A vacinação na rede pública é direcionada prioritariamente a pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, condição associada a maior risco de desenvolver formas graves da doença.

O esquema de imunização prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. As pessoas que integram o grupo prioritário devem procurar os centros de referência onde realizam acompanhamento médico para efetuar o cadastro e agendar a vacinação.

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Conforme a disponibilidade de doses remanescentes, a imunização também poderá contemplar pessoas vivendo com HIV/aids e contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus da mpox.

Principais sintomas da mpox

A mpox é uma doença infecciosa que pode atingir pessoas de diferentes idades e sexos. Crianças, gestantes e indivíduos com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de desenvolver quadros graves.

O período de incubação, entre a infecção e o aparecimento dos sintomas, costuma variar de seis a 13 dias, podendo chegar a 21 dias. As manifestações clínicas geralmente duram de duas a quatro semanas.

Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos, conhecidos como ínguas, especialmente no pescoço, nas axilas e na virilha.

A doença também pode provocar lesões na pele, que inicialmente aparecem como manchas avermelhadas e podem evoluir para bolhas e crostas. Essas alterações podem causar dor.

Orientações em caso de suspeita 

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença, especialmente lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde para avaliação.

Durante o atendimento, os profissionais poderão investigar possíveis exposições ao vírus e solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

A orientação também vale para quem teve contato próximo com uma pessoa com suspeita ou confirmação de mpox. Nesses casos, é importante buscar orientação médica e observar o surgimento de sintomas.

A avaliação profissional permitirá definir os cuidados e procedimentos necessários conforme cada situação.

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