Gordura no fígado afeta obesos sem álcool. Imagem de brgfx no Freepik
A gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática, é uma condição que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Embora muita gente associe esse problema ao consumo excessivo de álcool, ela pode ocorrer sem relação com bebidas alcoólicas, especialmente em pessoas obesas. A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da gordura no fígado, tornando esse mal mais comum do que se imagina entre quem sofre com excesso de peso.
O desafio da esteatose hepática é que, na maioria das vezes, ela é silenciosa e não apresenta sintomas nas fases iniciais. Quando surgem sinais, eles são sutis e confusos, podendo ser confundidos com outros problemas de saúde. Os sintomas mais comuns incluem cansaço excessivo, dor ou desconforto na parte superior direita do abdômen, sensação de barriga inchada, perda de apetite e, em casos mais avançados, pele e olhos amarelados.
É importante que pessoas com fatores de risco, como obesidade e sedentarismo, fiquem atentas a sinais como fadiga constante, indisposição e pequenos desconfortos abdominais, pois o diagnóstico precoce pode evitar a progressão para doenças hepáticas mais graves, como a cirrose.
O diagnóstico da gordura no fígado é realizado por meio de exames não invasivos como ultrassonografia, ressonância magnética e elastografia, que avaliam a extensão do acúmulo de gordura e a integridade do tecido hepático. Em casos duvidosos, a biópsia do fígado pode ser necessária para confirmar a gravidade da esteatose e descartar outras condições.
Especialistas recomendam que pessoas obesas ou com sintomas associados façam exames de rotina para monitorar a saúde do fígado, principalmente porque a doença pode evoluir sem manifestação clara, prejudicando funções essenciais do órgão.
A principal forma de prevenir e controlar a gordura no fígado, especialmente naqueles que não consomem álcool, é adaptar hábitos de vida saudáveis. Isso inclui:
Essas medidas ajudam a reduzir o acúmulo de gordura no fígado e a prevenir complicações, proporcionando melhor qualidade de vida e longevidade.
É fundamental que o acompanhamento médico seja contínuo para que a esteatose hepática seja monitorada e tratada de forma adequada. Profissionais como clínicos gerais, gastroenterologistas e hepatologistas são os responsáveis por indicar os exames corretos e orientar a melhor abordagem para cada caso.
Além disso, a conscientização sobre a gravidade da doença pode fazer diferença na adesão ao tratamento e na mudança sustentável dos hábitos, prevenindo que a gordura no fígado evolua para casos de fibrose e cirrose, que comprometem a função hepática e podem levar à necessidade de transplante.
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