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Estado confirma primeiro caso de mpox em 2026; saiba onde

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas, mas também pode acontecer de forma indireta, pelo contato com objetos contaminados.

Fernanda Diniz

20 de fevereiro de 2026 às 15:17   - Atualizado às 15:24

Mpox

Mpox Mpox. Foto: Reprodução/ Internet

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou nesta semana o primeiro caso de mpox no Rio Grande do Sul em 2026.

O paciente, residente de Porto Alegre, é acompanhado pelas autoridades de saúde. Após a detecção de casos em 2022, a circulação do vírus havia diminuído, mas ocorrências esporádicas continuam sendo registradas no Estado e no país.

Em 2024, o Rio Grande do Sul contabilizou 21 casos confirmados, e em 2025 foram registrados 22 casos. Neste ano, além do caso confirmado, nove suspeitas foram descartadas e dois casos permanecem sob investigação.

O que é mpox

A mpox é uma doença viral causada por vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola. Os principais sintomas incluem:

  • Febre;

  • Dores de cabeça e no corpo.

  • A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas, mas também pode acontecer de forma indireta, pelo contato com objetos contaminados.

    Como se prevenir

    A SES orienta a população a adotar medidas simples para reduzir o risco de contágio:

    • Higienizar as mãos com frequência;

    • Não compartilhar objetos de uso pessoal;

    • Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado;

    • Procurar atendimento médico ao notar sintomas compatíveis com a doença.

    Os serviços municipais de saúde estão orientados a notificar imediatamente casos suspeitos, coletar amostras e enviá-las ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para exames.

    Vacinação contra mpox

    A estratégia de vacinação no Rio Grande do Sul segue recomendações nacionais, priorizando pessoas com maior risco de formas graves da doença. Desde o início da campanha, 865 doses já foram aplicadas.

    Vacinação préexposição é indicada para:

    • Pessoas vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, maiores de 18 anos e com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses;

    • Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de nível de biossegurança 2 (NB2), entre 18 e 49 anos.

    Vacinação pósexposição é recomendada para pessoas que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados, classificados como exposição de médio ou alto risco, conforme a Organização Mundial da Saúde.

    Em Porto Alegre, todos os contactantes do caso confirmado receberam a vacina como medida de bloqueio logo após a confirmação.

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