Boletim da Secretaria Estadual de Saúde aponta 52 mil notificações da doença em 2026, alta de 31,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
22 de outubro de 2026 às 10:33 - Atualizado às 10:45
Mosquito da dengue, aedes aegypti. Foto: Genilton Vieira/IOC
Pernambuco chegou a seis mortes confirmadas por dengue em 2026, após a confirmação de dois novos óbitos de moradores de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. As vítimas são uma mulher de 58 anos e um menino de nove anos, que morreram em 17 de julho. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) em boletim epidemiológico publicado nesta quarta-feira, 21 de outubro.
De acordo com o levantamento, a mulher apresentava comorbidades, enquanto a criança não tinha doenças preexistentes informadas. As vítimas não possuíam parentesco. As identidades não foram divulgadas.
O último óbito confirmado anteriormente havia sido registrado em 7 de maio, quando um homem de 60 anos, morador de Olinda, morreu em decorrência da doença.
O boletim considera os registros acumulados entre 4 de janeiro e 17 de outubro deste ano. Nesse período, Pernambuco contabilizou 52.056 notificações de dengue, número 31,8% superior ao observado no mesmo intervalo de 2025.
Do total notificado, 12.595 casos foram confirmados, incluindo 713 classificados como graves. Os números mostram que a doença continua exigindo atenção das autoridades de saúde, mesmo com a tendência de queda mencionada pela vigilância estadual.
Segundo Eduardo Bezerra, diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, o estado ainda registra casos fora do período sazonal habitual. O cenário, chamado de extrassazonalidade, ocorre em meio às condições associadas ao El Niño e à circulação do vírus.
Pernambuco também contabilizou 7.456 notificações de chikungunya, com 433 confirmações. Para zika, foram registradas 1.374 notificações, sem casos confirmados até a divulgação do boletim.
A orientação da Secretaria Estadual de Saúde é eliminar locais que possam acumular água e favorecer a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d'água e outros reservatórios bem fechados, limpar calhas, tampar ralos e guardar garrafas e recipientes de cabeça para baixo. Pneus, latas e outros objetos que acumulem água da chuva devem ser descartados corretamente.
A SES-PE também orienta que pessoas com febre procurem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, mesmo quando não apresentam outros sintomas característicos das arboviroses.
O acompanhamento dos casos e a eliminação dos criadouros são medidas importantes para reduzir a transmissão e prevenir novas complicações.
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