caneta emagrecedora Foto: Reprodução
O uso de canetas emagrecedoras adquiridas de forma irregular ou sem prescrição médica representa um risco sério à saúde da população. Medicamentos experimentais como a Tirzepartida e a Retatrutida, que ainda não possuem registro sanitário no Brasil, têm sido vendidos ilegalmente, muitas vezes por plataformas digitais e mercados clandestinos.
A venda desses produtos fora de protocolos formais de pesquisa é proibida, pois a segurança, eficácia e posologia dessas substâncias ainda não foram totalmente estabelecidas.
“O uso de medicamentos experimentais ou adquiridos de forma irregular pode causar reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do estado de saúde”, alertou Fabiana Carvalho, gerente de medicamentos da Covisa.
A Anvisa publicou recentemente a RDC nº 214/2026, que ampliou o controle sobre a comercialização de substâncias sem registro. A resolução proíbe a circulação de medicamentos à base de Retatrutida, ainda em fase de pesquisa clínica, e de canetas emagrecedoras Tirzepartida das marcas Synedica e TG. O objetivo é impedir que produtos sem comprovação científica sejam utilizados fora de ensaios clínicos.
Embora estudos internacionais preliminares apontem efeitos promissores dessas substâncias no controle do apetite e do metabolismo, nenhum deles possui registro sanitário ou autorização para comercialização, importação, manipulação ou uso terapêutico no Brasil.
As canetas emagrecedoras, originalmente indicadas para tratamento de diabetes tipo II e, em casos específicos, obesidade, podem provocar efeitos adversos graves quando usadas sem supervisão médica. Entre os problemas relatados estão:
Náuseas e vômitos
Diarreia e desidratação
Hipoglicemia
Complicações metabólicas severas
Além disso, o comércio clandestino desses produtos facilita a automedicação e a exposição de grupos vulneráveis a riscos graves, transformando uma escolha individual em uma questão de saúde pública.
As autoridades reforçam que é essencial:
Não adquirir medicamentos fora de farmácias regulamentadas
Não utilizar injetáveis sem prescrição médica
Denunciar a venda irregular aos órgãos de vigilância sanitária
“O combate ao uso indiscriminado das canetas emagrecedoras é uma questão de saúde pública, pois protege a população de eventos adversos graves, reduz o risco de automedicação e evita a circulação de medicamentos sem comprovação científica”, destacou a gerente Fabiana Carvalho.
Seguir essas recomendações garante o uso seguro de medicamentos e protege a saúde coletiva contra riscos desnecessários.
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