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Canetas emagrecedoras ilegais: entenda os riscos dessas substâncias

O uso de canetas emagrecedoras adquiridas de forma irregular ou sem prescrição médica representa um risco sério à saúde da população.

Cami Cardoso

07 de março de 2026 às 11:19   - Atualizado às 11:46

caneta emagrecedora

caneta emagrecedora Foto: Reprodução

O uso de canetas emagrecedoras adquiridas de forma irregular ou sem prescrição médica representa um risco sério à saúde da população. Medicamentos experimentais como a Tirzepartida e a Retatrutida, que ainda não possuem registro sanitário no Brasil, têm sido vendidos ilegalmente, muitas vezes por plataformas digitais e mercados clandestinos.

A venda desses produtos fora de protocolos formais de pesquisa é proibida, pois a segurança, eficácia e posologia dessas substâncias ainda não foram totalmente estabelecidas.

“O uso de medicamentos experimentais ou adquiridos de forma irregular pode causar reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do estado de saúde”, alertou Fabiana Carvalho, gerente de medicamentos da Covisa.

Medicamentos experimentais não têm autorização para uso

A Anvisa publicou recentemente a RDC nº 214/2026, que ampliou o controle sobre a comercialização de substâncias sem registro. A resolução proíbe a circulação de medicamentos à base de Retatrutida, ainda em fase de pesquisa clínica, e de canetas emagrecedoras Tirzepartida das marcas Synedica e TG. O objetivo é impedir que produtos sem comprovação científica sejam utilizados fora de ensaios clínicos.

Embora estudos internacionais preliminares apontem efeitos promissores dessas substâncias no controle do apetite e do metabolismo, nenhum deles possui registro sanitário ou autorização para comercialização, importação, manipulação ou uso terapêutico no Brasil.

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Consequências do uso inadequado

As canetas emagrecedoras, originalmente indicadas para tratamento de diabetes tipo II e, em casos específicos, obesidade, podem provocar efeitos adversos graves quando usadas sem supervisão médica. Entre os problemas relatados estão:

  • Náuseas e vômitos

  • Diarreia e desidratação

  • Hipoglicemia

  • Complicações metabólicas severas

  • Além disso, o comércio clandestino desses produtos facilita a automedicação e a exposição de grupos vulneráveis a riscos graves, transformando uma escolha individual em uma questão de saúde pública.

    Orientações para prevenção

    As autoridades reforçam que é essencial:

    1. Não adquirir medicamentos fora de farmácias regulamentadas

    2. Não utilizar injetáveis sem prescrição médica

    3. Denunciar a venda irregular aos órgãos de vigilância sanitária

    “O combate ao uso indiscriminado das canetas emagrecedoras é uma questão de saúde pública, pois protege a população de eventos adversos graves, reduz o risco de automedicação e evita a circulação de medicamentos sem comprovação científica”, destacou a gerente Fabiana Carvalho.

    Seguir essas recomendações garante o uso seguro de medicamentos e protege a saúde coletiva contra riscos desnecessários.

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