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Cabelo branco pode sinalizar reação do corpo contra o câncer; entenda

Pesquisadores apontam que o embranquecimento do cabelo pode aparecer como um "sinal visível" de que o corpo optou por eliminar células potencialmente problemáticas.

Redação

01 de dezembro de 2025 às 10:03   - Atualizado às 10:03

Mulher com o cabelo branco.

Mulher com o cabelo branco. Foto: Freepik

Um estudo publicado em 2025 pela University of Tokyo reacendeu o debate sobre o que o aparecimento de cabelos brancos pode representar no organismo. A pesquisa, divulgada na revista Nature Cell Biology, aponta que a perda de pigmentação dos fios pode ocorrer quando o corpo reage a danos no DNA de células do folículo piloso. 

Esse processo não protege diretamente contra câncer, mas indica que o organismo pode ter acionado um mecanismo biológico que reduz a chance de algumas células se tornarem malignas.

Os cientistas analisaram o comportamento das células-tronco responsáveis pela pigmentação do cabelo, chamadas de células-tronco de melanócitos, ou McSCs. Essas células garantem que os fios mantenham a cor original ao longo da vida.

A investigação mostrou que, quando essas células sofrem danos graves no DNA, algo que pode acontecer devido à idade, ao ambiente ou a agressões genotóxicas acumuladas com o tempo, elas adotam uma espécie de “estratégia de retirada” para evitar que continuem a se dividir.

Estudo

Segundo os pesquisadores, essas McSCs podem entrar em um processo chamado senodiferenciação. Nessa fase, elas deixam de se multiplicar e perdem gradualmente a capacidade de produzir melanina. Como resultado, a cor desaparece e o fio nasce grisalho ou branco. A reação funciona como um freio natural contra a multiplicação de células que apresentam risco de mutações perigosas.

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A princípio, o estudo sugere que o embranquecimento do cabelo pode aparecer como um “sinal visível” de que o corpo optou por eliminar células potencialmente problemáticas. Essa reação pode evitar que uma parte dessas células danificadas prospere e evolua para quadros malignos, como o melanoma, um dos cânceres de pele mais agressivos. Ainda assim, os cientistas explicam que a presença de fios brancos não representa proteção contra câncer e nem garante que esse mecanismo ocorre em todos os casos.

O estudo foi realizado em modelos animais, especificamente em camundongos. Por isso, os especialistas afirmam que ainda não é possível garantir que o mesmo processo ocorra da mesma forma em seres humanos. A descoberta abre novas perspectivas para entender o que acontece dentro do folículo piloso, mas não substitui o conhecimento já consolidado sobre as causas da grisalhice.

A genética, o envelhecimento natural, o estresse e a exposição ambiental continuam sendo fatores fundamentais para o surgimento dos cabelos brancos. O estudo japonês não descarta nenhuma dessas causas. Ele apenas acrescenta a possibilidade de que, em alguns casos, o corpo decida remover células danificadas como forma de proteção, e essa ação acabe refletida na cor do cabelo.

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