Tecnologia da Unicamp oferece uma nova forma de proteger feridas; cientistas trabalham nas etapas necessárias para levar o produto ao mercado.
13 de outubro de 2026 às 17:41 - Atualizado às 17:49
Curativo líquido desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foto: Igor Alisson/Divulgação
Um curativo líquido desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou potencial para reduzir em aproximadamente 50% o tempo de cicatrização de feridas em ensaios pré-clínicos. A tecnologia cria uma película sobre a região lesionada, funcionando como uma alternativa às coberturas tradicionais.
Os resultados foram obtidos em estudos realizados com a Faculdade de Medicina de Jundiaí. Ainda não representam comprovação de eficácia em seres humanos, e o produto permanece em desenvolvimento.
A solução contém um polímero biocompatível e pode ser aplicada com um dispositivo semelhante a um aerossol. Depois da aplicação, forma uma camada fina e transparente em até 45 segundos, dispensando gaze ou esparadrapo sobre a lesão.
A película acompanha os movimentos da pele e apresenta resistência à água. Sua transparência permite observar o ferimento sem retirar a cobertura. A proposta também prevê que o material seja gradualmente absorvido pelo organismo durante a recuperação.
A tecnologia foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Química da Unicamp. Um dos objetivos é diminuir dificuldades associadas à troca de curativos, como o atrito e a retirada acidental de tecido novo.
Os pesquisadores também buscaram uma cobertura adaptável a regiões de articulação, como cotovelos e joelhos, onde os movimentos podem dificultar a permanência dos materiais convencionais.
Outro desafio foi transformar o polímero em líquido sem utilizar solventes tóxicos. Segundo a universidade, a equipe desenvolveu um sistema com solventes de origem renovável para permitir a aplicação sobre a pele lesionada.
A pesquisa foi coordenada pelo professor Rubens Maciel Filho, com participação de André Luiz Jardini Munhoz, Ana Flávia Pattaro e Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon.
A tecnologia foi licenciada exclusivamente para a Dermbio Biotech, empresa criada a partir de pesquisas da Unicamp e que conta com a participação dos inventores. O desenvolvimento recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A empresa trabalha nas etapas regulatórias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na preparação comercial. A publicação da universidade não informa uma data de lançamento nem preço de venda.
O percentual divulgado corresponde à comparação feita nos testes pré-clínicos. Portanto, ainda não permite afirmar que qualquer paciente terá o tempo de recuperação reduzido pela metade. A avaliação necessária para uso clínico faz parte do desenvolvimento da tecnologia.
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Os atendimentos ocorrerão por ordem de chegada, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na sede da Alepe, localizada na Rua da União, nº 397, no bairro da Boa Vista.
Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo.
Uma das vantagens do teste molecular é a possibilidade de ampliar para cinco anos o intervalo entre as coletas após um resultado negativo.
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