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Agonorexia ganha espaço em debates sobre uso de Mounjaro e Ozempic

Especialistas observam perda intensa de apetite ligada às canetas emagrecedoras e alertam para riscos do uso sem acompanhamento.

Pollyana Leite

20 de fevereiro de 2026 às 14:25   - Atualizado às 14:27

Medicamentos como Mounjaro e Ozempic reduzem o apetite, mas uso sem acompanhamento médico preocupa especialistas.

Medicamentos como Mounjaro e Ozempic reduzem o apetite, mas uso sem acompanhamento médico preocupa especialistas. Foto: Reprodução/IA

O termo agonorexia começou a aparecer em reportagens e discussões médicas nos últimos meses ao lado dos nomes Mounjaro e Ozempic. Especialistas usam essa palavra para descrever um quadro de perda de apetite muito intensa em pessoas que utilizam medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras.

Agonorexia não aparece como diagnóstico oficial nos manuais médicos. Médicos usam o termo de forma descritiva para explicar uma reação observada em alguns pacientes. Esses remédios atuam nos hormônios ligados à fome e à saciedade. Eles reduzem o apetite e ajudam no controle do peso e da glicemia. A indicação principal envolve pessoas com diabetes tipo 2 e casos de obesidade com orientação médica.

O problema surge quando a redução do apetite se torna excessiva. Alguns pacientes relatam que deixam de sentir fome ao longo do dia. Outros contam que passam a evitar refeições ou sentem aversão a determinados alimentos. Essa perda intensa de interesse pela comida chamou a atenção de profissionais de saúde, que passaram a relacionar o quadro ao nome agonorexia.

Médicos explicam que esses medicamentos imitam a ação de hormônios que regulam a saciedade. O corpo recebe sinais de que já se alimentou o suficiente. O paciente come menos e perde peso. Esse efeito faz parte do objetivo do tratamento quando existe indicação adequada. No entanto, o uso sem acompanhamento ou com foco apenas estético pode trazer riscos.

A perda exagerada de apetite pode provocar emagrecimento rápido demais. O corpo pode perder massa muscular. A pessoa pode apresentar fraqueza, cansaço e dificuldade para manter a rotina. A alimentação insuficiente também pode comprometer a ingestão de vitaminas e minerais importantes.

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Especialistas também observam impactos emocionais. Algumas pessoas passam a demonstrar medo de voltar a engordar. Outras evitam encontros sociais que envolvem comida. Esse comportamento lembra características vistas em transtornos alimentares, embora agonorexia não represente um diagnóstico formal.

O debate sobre agonorexia cresce junto com o aumento da procura por Mounjaro e Ozempic. Muitas pessoas buscam esses medicamentos com a expectativa de emagrecimento rápido. Redes sociais ampliam relatos de transformação física. Farmácias registram alta demanda. Esse cenário preocupa profissionais de saúde, que defendem prescrição responsável e acompanhamento contínuo.

Médicos reforçam que cada organismo reage de forma diferente. Alguns pacientes relatam apenas redução moderada da fome. Outros apresentam náusea, desconforto gastrointestinal e diminuição acentuada do apetite. O acompanhamento permite ajustar doses e avaliar a necessidade de manter ou suspender o tratamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autoriza o uso desses medicamentos dentro das indicações aprovadas. O uso fora dessas recomendações exige avaliação médica criteriosa. Profissionais orientam que ninguém inicie ou mantenha o tratamento por conta própria.

Nutricionistas também participam do acompanhamento. Eles orientam sobre escolhas alimentares equilibradas, mesmo com menor sensação de fome. O objetivo envolve garantir que o paciente mantenha ingestão adequada de nutrientes. A alimentação continua essencial para a saúde, mesmo durante o processo de emagrecimento.

O termo agonorexia ainda gera debate na comunidade médica. Especialistas discutem se o quadro representa apenas um efeito colateral mais intenso ou se exige classificação própria no futuro. Enquanto isso, profissionais defendem informação clara e uso consciente.

Pacientes que utilizam Mounjaro ou Ozempic e percebem perda de apetite muito intensa devem procurar o médico responsável. O diálogo permite avaliar sintomas, ajustar o plano de tratamento e evitar complicações. A orientação profissional reduz riscos e promove resultados mais seguros.

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