Evento Religioso Foto: Divulgação.
O Censo Demográfico de 2022, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou uma tendência que já vinha sendo observada ao longo das últimas décadas: o avanço expressivo do número de evangélicos no Brasil. Com 26,9% da população nacional se declarando adepta de alguma vertente evangélica, o país vive uma transformação religiosa que afeta não apenas os hábitos de fé, mas também questões culturais, sociais e até políticas.
A região Norte se destaca como o epicentro dessa mudança. Estados como Acre (44,4%), Rondônia (41,2%), Amazonas (36,8%) e Amapá (36,6%) apresentam os maiores percentuais de evangélicos no Brasil, todos acima da média nacional.
No Acre e em Rondônia, inclusive, os evangélicos já formam o maior grupo religioso, superando católicos e outros segmentos.
O crescimento, no entanto, vem desacelerando. Em 2022, a taxa de aumento foi de 5,3 pontos percentuais — menor que nas décadas anteriores, mas ainda superior ao de qualquer outra religião. Em 1991, apenas 9% dos brasileiros se declaravam evangélicos. Hoje, esse número quase triplicou, confirmando a expansão constante da fé protestante no país.
Além disso, em 244 municípios, os evangélicos já são maioria religiosa. Em 58 dessas cidades, mais de 50% da população se identifica com alguma vertente evangélica, como em São Pedro dos Crentes (MA) e Pomerode (SC), exemplos emblemáticos da capilaridade desse segmento.
O aumento de evangélicos no Brasil também tem impactado diretamente o cenário político. Pesquisas indicam que esse grupo tem se tornado cada vez mais influente nas eleições, com pautas conservadoras sendo defendidas por representantes que contam com apoio das igrejas.
Ainda que o ritmo de crescimento tenha diminuído, a presença dos evangélicos no Brasil continua a moldar o tecido social do país. Essa transformação reflete mudanças nas dinâmicas familiares, no consumo cultural e nas estratégias políticas adotadas por partidos e lideranças regionais.
Com base nos dados do IBGE e em estudos complementares, é possível afirmar que o avanço evangélico no território nacional é um fenômeno consolidado e que continuará influenciando diversos setores da sociedade nos próximos anos.
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