Pastor Silas Malafaia Foto: Divulgação
O pastor Silas Malafaia deu o que falar ao pedir orações de fiéis para a compra de um novo avião, alegando que o modelo atual é antigo e insuficiente para suas atividades ministeriais.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou: “Eu estou precisando trocar e estou orando a Deus para me abrir portas para tocar em pessoas porque preciso de um avião mais novo”.
Atualmente, Malafaia utiliza um Cessna Citation III de 1985, adquirido em 2009 pela Associação Vitória em Cristo. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo defendeu o pedido de contribuições, afirmando que o julgamento sobre suas escolhas financeiras não cabe a terceiros: “Se você não precisa, é uma questão sua. Não julgue os outros por você”.
No mesmo vídeo, o pastor criticou programas sociais do governo federal, chamando-os de “compra de voto disfarçada” e comparando-os a regimes comunistas, como os de Cuba e da União Soviética.
As declarações provocaram críticas de internautas, que questionaram a utilização de recursos de fiéis para despesas pessoais de um religioso milionário.
Sobre seu patrimônio, Malafaia afirmou ter vivido de ofertas voluntárias por 28 anos, além de vender mais de 10 milhões de livros e cerca de 4 milhões de palestras em DVD. Segundo ele, 90% dos recursos foram destinados a doações, enquanto 10% foram utilizados para sustento próprio.
Conhecido por suas declarações contundentes, o líder religioso afirmou que algumas pessoas tentam “enganar a Deus” ao contribuir com valores abaixo do que consideram correto.
Na fala, Malafaia direciona o discurso a um grupo específico de fiéis, que, segundo ele, age de forma consciente ao não entregar integralmente o dízimo.
“Tem gente que acha que pode enganar Deus. Coloca qualquer valor lá no dízimo só pra dar satisfação, como se Deus não estivesse vendo quanto a pessoa ganha. ”, disse, ao justificar o tom duro adotado.
O pastor argumenta que há pessoas que contribuem com quantias menores apenas para “dar satisfação” à igreja, mesmo sabendo que estariam descumprindo o que consideram ser sua obrigação religiosa.
Durante o pronunciamento, ele exemplifica situações hipotéticas em que fiéis, mesmo tendo condições financeiras de ofertar valores mais altos, optam por entregar quantias reduzidas.
Para Malafaia, essa atitude não representa apenas uma falha administrativa, mas uma quebra de compromisso espiritual. “Você não está enganando ninguém, está mentindo para Deus”, afirmou.
O pastor também reforçou a ideia de que o dízimo, tradicionalmente entendido como 10% da renda, não pertence ao fiel, mas à igreja. Segundo ele, o restante dos ganhos pode ser utilizado livremente, mas a parte destinada ao dízimo deve ser respeitada como um princípio de fé.
“O lucro da sua empresa é seu, você faz o que quiser com ele. Agora, o dízimo não é seu”, declarou.
A declaração gerou reações diversas nas redes sociais. Enquanto seguidores apoiaram a fala, destacando a importância da fidelidade religiosa e da transparência nas contribuições, críticos questionaram o tom adotado e a pressão sobre os fiéis em relação às doações financeiras.
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14:11, 31 Mar
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O momento acaba evoluindo para um princípio de confusão dentro do templo, com registros de cadeiras sendo reviradas na área do púlpito durante o tumulto.
Durante a discussão, alguns presentes passaram a gritar expressões religiosas, como "Sangue de Cristo tem poder".
Pela primeira vez em séculos, autoridades eclesiásticas foram impedidas de realizar a tradicional missa na Igreja do Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados do cristianismo.
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