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Pastor Tassos Lycurgo diz que "o comunismo quer calar a igreja" e chama ideologia de "satânica"

Lycurgo é formado em Teologia e Filosofia e possui pós-graduação em Psicologia Pastoral. Ele também é escritor, conferencista, e ministra aulas em diversas instituições teológicas pelo Brasil

Portal de Prefeitura

04 de janeiro de 2026 às 11:30   - Atualizado às 11:53

Pastor Tassos Lycurgo e o Comunismo

Pastor Tassos Lycurgo e o Comunismo Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Declarações do pastor e professor Tassos Lycurgo, que circulam em vídeos e redes sociais, têm provocado repercussão e reacendido o debate sobre os limites entre fé, política e responsabilidade pública no discurso religioso. Em suas falas, o líder religioso afirma que a igreja cristã tem o dever espiritual de se posicionar contra ideologias políticas, especialmente aquelas associadas à esquerda, que ele classifica como uma ameaça direta à fé.

O ditador não tem amigo, não tem sujeito, não é uma opção para o pastor, é uma obrigação”, afirma. Segundo ele, esse posicionamento faz parte da “teologia pública” e da “apologética cultural”. Em outro trecho, declara que “a igreja do Senhor tem que se levantar contra esta ideologia de índole satânica que quer escravizar o homem querendo dominar sobre a forma como ele fala, pensa e age para no final das contas levá-lo diretamente para o inferno ao afastá-lo do seu salvador Jesus Cristo”.

Para o pastor, a neutralidade da igreja não é uma alternativa legítima. “Toda decisão política em última instância é uma decisão espiritual”, diz, ao sustentar que a igreja “não pode se furtar a se colocar e defender os valores nobres que foram enaltecidos pela história do cristianismo”.

Associação entre esquerda e perseguição religiosa

Nas falas, Tassos Lycurgo afirma que “líderes da esquerda querem a todo momento calar a igreja para que quando tomam o poder definitivamente possam destruir a igreja do Senhor”. Ele argumenta que esse processo ocorreria de forma gradual, começando pelo silenciamento e culminando na perseguição direta.

Como exemplo, o pastor cita a Coreia do Norte e afirma que o relato apresentado em seu vídeo tem origem no testemunho de uma pastora norte-coreana. Ao reproduzir essa narrativa, ele diz: “Vocês conhecem o ditador norte-coreano atual, o gordinho. O avô dele foi pioneiro a trazer o comunismo para a Coreia”. Segundo ele, “naquela época era a única Coreia” e “a região mais avivada era a região norte, que tinha grandes igrejas, pastores famosos”.

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Ainda de acordo com o relato mencionado no vídeo, líderes comunistas teriam se aproximado de pastores com promessas de não interferência religiosa. Vou trazer a ideologia nova aqui, chama-se comunismo, que não vai ter rico e para todo mundo viver bem, desde que você me ajude nas palestras, me acompanhe. Agora, eu prometo, assim que nós tornarmos comunista, não vou interferir na igreja, desde que você deixe a política”.

O pastor afirma que, conforme esse testemunho, o desfecho foi a destruição das igrejas e a repressão extrema à fé cristã no país. “Hoje, se você acha uma Bíblia na Coreia do Norte, toda a família é enforcada”, diz, ao sustentar que os líderes religiosos teriam sido enganados ao aceitar a separação entre fé e política.

Retórica religiosa e polarização

Ao longo do discurso, o pastor reforça que “não tem que ter partido político porque as igrejas”, mas insiste que a igreja não deve se omitir do debate público. Para ele, a separação entre fé e política seria uma armadilha. “A cilada do satanás sabe como que faz?”, questiona, ao relacionar a neutralidade institucional a um suposto enfraquecimento da fé cristã.

As declarações chamam atenção pelo uso de termos como “satânica”, “inferno” e “destruir a igreja” para caracterizar correntes políticas específicas. Especialistas em religião e ciência política costumam apontar que a perseguição religiosa em regimes autoritários é um fato histórico.

No Brasil, a Constituição garante liberdade religiosa e a laicidade do Estado, assegurando que nenhuma religião seja perseguida ou privilegiada institucionalmente. Não há registros de políticas estatais voltadas à destruição de igrejas cristãs, como sugerem discursos mais alarmistas.

As falas atribuídas a Tassos Lycurgo evidenciam um fenômeno crescente: a politização do discurso religioso e a transformação de argumentos teológicos em ferramentas de enfrentamento ideológico. O episódio reacende o debate sobre até que ponto líderes religiosos podem ou devem utilizar o púlpito para tratar de política sem comprometer o diálogo democrático.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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