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Pastor Nilson Gomes critica manifestações políticas em igrejas: ''Arminha tá errado, L tá errado''; vídeo

Ao longo da entrevista, o religioso afirmou que a crescente polarização política no Brasil tem alcançado os templos religiosos

Romildo Lacerda

09 de setembro de 2026 às 17:04   - Atualizado às 17:06

Pastor Nilson Gomes

Pastor Nilson Gomes Foto: Reprodução/Redes Sociais

O pastor, teólogo e conferencista Nilson Gomes, que lidera a Igreja Caminho da Cruz, em Guarulhos (SP), voltou a repercutir nas redes sociais após fazer críticas ao envolvimento partidário dentro das igrejas evangélicas. (veja vídeo abaixo).

As declarações ocorreram durante participação no 'Eu Acredito Podcast', onde o religioso defendeu que o púlpito seja preservado como espaço exclusivo para a pregação do evangelho, sem associação a disputas político-ideológicas.

Ao longo da entrevista, Nilson Gomes afirmou que a crescente polarização política no Brasil tem alcançado os templos religiosos e questionou a adoção de símbolos ligados tanto à direita quanto à esquerda por líderes cristãos durante o exercício do ministério.

Crítica à politização das igrejas

Durante a conversa, o pastor condenou manifestações políticas realizadas no púlpito e afirmou que a missão da igreja deve permanecer desvinculada de posicionamentos partidários.

Arminha tá errado, L tá errado. O púlpito é púlpito, o evangelho é evangelho, igreja é igreja […] A história tá aí pra mostrar quando foi que aliança política e igreja deu certo”, argumentou o teólogo.

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Para Nilson Gomes, a igreja deve manter sua independência em relação às disputas eleitorais, preservando o ambiente de culto e o ensino bíblico acima de interesses políticos.

Referência histórica

Ao defender seu posicionamento, o conferencista recorreu a um episódio da história do cristianismo. Ele mencionou a oficialização da religião cristã no Império Romano durante o governo do imperador Constantino, no século IV, como um exemplo dos riscos da aproximação entre instituições religiosas e o poder político.

Segundo o pastor, esse período marcou o início de um longo processo de comprometimento da mensagem cristã e de restrições às liberdades religiosas.

O resultado foi o quê? Mil anos de densas trevas, de paganismo, de blasfêmia, de vitupério da glória do Evangelho, de gente sendo levada pra fogueira”, pontuou.

veja:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Debate sobre fé e política

As declarações de Nilson Gomes se somam às manifestações de outros pastores e teólogos que têm debatido os limites entre a participação política dos cristãos como cidadãos e o uso institucional das igrejas em períodos eleitorais.

O tema ganha ainda mais relevância diante da proximidade do pleito nacional, momento em que cresce o debate sobre o papel das lideranças religiosas na formação da opinião política dos fiéis.

Repercussão nas redes sociais

A fala do líder da Igreja Caminho da Cruz provocou reações distintas entre internautas. Parte do público apoiou o posicionamento, defendendo que as igrejas concentrem sua atuação no ensino das Escrituras e na pregação do evangelho.

Por outro lado, lideranças e apoiadores de movimentos conservadores fizeram ressalvas às declarações, sustentando que o engajamento político também faz parte da atuação pública de segmentos religiosos.

O debate gerado pelas declarações reforçou a discussão sobre a relação entre fé, política e liberdade de expressão dentro das igrejas brasileiras.

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