Pastor Júnior Romão Foto: Reprodução
O pastor Francisco Júnior Romão anunciou oficialmente seu afastamento da presidência da Igreja Assembleia de Deus Mãe, em Parauapebas, no sudeste do Pará, após a repercussão de denúncias envolvendo supostos casos de assédio sexual e conduta moral inadequada. A decisão foi formalizada na noite da última segunda-feira (26/01/2026), durante reunião administrativa com a liderança da instituição.
Além de deixar o comando da igreja local, Júnior Romão também se afastou da função de 2º vice-presidente da Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Assembleias de Deus no Pará (CIMADB). O afastamento ocorre em meio a um cenário de forte abalo institucional e divisão interna entre líderes religiosos da região.
As denúncias vieram a público após o registro de um Boletim de Ocorrência, feito em agosto de 2025, que relata episódios de assédio supostamente ocorridos entre os anos de 2021 e 2025. Segundo informações divulgadas por portais locais, os relatos envolvem mulheres ligadas à igreja e, em ao menos um caso, a suspeita de envolvimento de pessoa menor de idade.
Com a intensificação das acusações, cinco pastores se desligaram do ministério, alegando discordância quanto à condução do caso pela liderança. O episódio provocou forte repercussão entre membros da igreja e ampliou o debate sobre transparência e responsabilidade institucional.
Durante o período em que as denúncias ganharam maior visibilidade, Júnior Romão estava em viagem aos Estados Unidos, na cidade de Orlando, retornando posteriormente ao Pará para prestar esclarecimentos à junta administrativa da igreja.
Na reunião realizada em 26 de janeiro, o pastor compareceu pessoalmente para pedir perdão público à liderança e à membresia da Assembleia de Deus Mãe. Segundo relatos, ele afirmou que o afastamento foi uma decisão necessária para preservar a instituição enquanto as investigações seguem nas instâncias competentes.
Com a saída de Júnior Romão, o então vice-presidente, pastor Leonardo Nery, assumiu imediatamente a presidência da igreja em Parauapebas. A nova diretoria informou que trabalha para restabelecer a normalidade administrativa e pastoral após a recente saída de obreiros.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA). Até o momento, não houve divulgação de decisão judicial sobre o caso. O pastor não apresentou nota jurídica detalhada, limitando-se a reconhecer o impacto institucional causado pela situação.
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