Devlin se ofereceu após dizer que sua decisão foi uma expressão do amor sacrificial de Jesus Cristo, que, segundo ele, se sacrificou por toda a humanidade.
19 de março de 2025 às 12:36 - Atualizado às 12:36
Pastor William Devlin e Sunday Jackson. (Foto: Facebook/William PB Devlin/Reprodução/YouTube/News Central TV).
O pastor William Devlin, da Igreja Bíblica Infinity, em Nova York, fez uma oferta surpreendente após a Suprema Corte da Nigéria confirmar a sentença de morte de Sunday Jackson, um cristão nigeriano. Jackson foi preso e condenado por matar um extremista Fulani em defesa legítima durante um ataque à sua fazenda.
Devlin, de 72 anos, se ofereceu para morrer no lugar de Jackson, de 30 anos, dizendo que sua decisão foi uma expressão do amor sacrificial de Jesus Cristo, que, segundo ele, se sacrificou por toda a humanidade.
“Se eu puder salvar a vida desse homem e eles tirarem a minha, então estou disposto a fazê-lo”, afirmou o pastor em uma coletiva de imprensa na Nigéria.
A história de Jackson remonta a 2015, quando, enquanto trabalhava em sua fazenda em Demsa, no estado de Adamawa, ele se deparou com um pastor Fulani, Buba Ardo Bawuro, que havia levado seus rebanhos para a terra de Jackson. Após um confronto, o Fulani atacou Jackson com uma faca, e este, em legítima defesa, matou o agressor.
O caso gerou indignação, pois Jackson foi condenado à morte em um processo judicial que durou mais de seis anos, sendo amplamente criticado por líderes da Associação Cristã da Nigéria (CAN) como um erro judiciário. A CAN pediu ao governador de Adamawa, Ahmadu Umaru Fintiri, que anulasse a sentença, alegando que Jackson agiu em legítima defesa.
O pastor Devlin, que também é CEO de organizações de caridade como “REDEEM!” e “Viúvas e Órfãos”, tem sido um defensor ativo de cristãos perseguidos. Ele se envolveu no caso de Jackson em 2021, quando o cristão foi condenado à pena de morte por execução de uma juíza muçulmana.
O conflito entre cristãos e pastores Fulani tem sido uma preocupação crescente na Nigéria. De acordo com o Observatório de Liberdade Religiosa na África (ORFA), os radicais Fulani mataram mais cristãos na Nigéria do que grupos terroristas como o Boko Haram. Esse tipo de violência, alimentado por disputas sobre terras e a imposição do islamismo, tem gerado grande preocupação entre os cristãos nigerianos.
A Nigéria ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas, um dos países mais difíceis para se viver como cristão.
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